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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 120

Nuria

Ele me puxou pro quarto de hóspedes ao lado do nosso sem dizer uma palavra.

As mãos firmes no meu pulso. O olhar em brasa. O corpo tenso como se carregasse o mundo inteiro nas costas... e talvez carregasse mesmo.

A porta bateu atrás de nós.

Ele não me olhou.

Não ainda.

Foi até o centro do quarto, parou de costas pra mim. Respirou fundo. Uma vez. Duas.

E então, finalmente, falou:

"Eu te magoei."

A voz saiu baixa, rouca. Quase um rosnado contido.

"Sei que te deixei sozinha. Que menti. Que fui um idiota ao achar que podia te proteger escondendo as coisas de você."

Me aproximei devagar. Mas ele se virou antes que eu dissesse qualquer coisa.

E ali estava ele. Não ajoelhado. Não despedaçado. Mas ainda de pé, mais nu do que se estivesse sem roupas.

"Você tem o direito de me odiar agora. De dormir em outro quarto. De jogar alguma coisa na minha cara. Mas não pense, nem por um segundo, que eu suportaria te perder por isso."

O ar entre nós pegava fogo.

"Você acha que eu não senti?" perguntei, dando um passo à frente. "O medo. A distância. O muro que você construiu entre nós? Achei que fosse meu parceiro, Stefanos."

"Sou." Ele avançou um passo também. "Sou seu. Por inteiro. Por mais que eu tente fugir disso, o maldito instinto não me deixa esquecer. O mundo pode estar pegando fogo lá fora, Nuria. Mas aqui dentro…" Ele colocou a mão no próprio peito. "…é você que me queima."

Minha respiração falhou. Ele estava tão perto agora. O calor dele era um convite e um castigo.

"Então prova," sussurrei.

Ele segurou meu rosto com uma das mãos, a outra na minha cintura, me puxando com brutal ternura.

"Não com palavras." Minha voz tremeu. "Com o que você sabe fazer melhor."

Os olhos dele brilharam. Selvagens. Devotos. Completamente meus.

A boca dele tomou a minha sem hesitar. Fome e culpa. Desejo e redenção.

Ele me virou, empurrou de leve até as costas tocarem a parede. A madeira era fria, mas as mãos dele… Deusa, as mãos dele queimavam.

"Você me desafia como ninguém," ele murmurou contra minha pele, arrastando a boca pelo meu maxilar até o pescoço.

"Porque você precisa ser desafiado."

"Eu preciso de você."

"Você me tem."

A roupa foi tirada com pressa, mas sem agressividade. Cada peça, um suspiro. Cada toque, um pedido de desculpa silencioso.

Quando ele me ergueu no colo, os quadris se encaixaram com perfeição, e o mundo deixou de fazer sentido.

Stefanos não era homem de se ajoelhar.

Mas naquele momento, ele se entregava do único jeito que sabia.

Tomando. Possuindo. Amando com o corpo inteiro.

Me prensou contra a parede, os dedos cravados na parte de trás das minhas coxas, segurando como se o meu corpo fosse o único antídoto contra tudo o que ardia dentro dele.

A respiração dele estava ofegante. Quente. Pesada.

A boca desceu pelo meu pescoço, sugando a pele até marcar, até me fazer arfar.

"Você é minha redenção e meu castigo ao mesmo tempo," ele rosnou contra meu ouvido, antes de morder o lóbulo com força. "Minha ruína. Meu fôlego. Minha maldição favorita."

Arqueei o corpo, apertando os ombros dele com as unhas.

"Então me castiga, Stefanos."

"Mais," pedi, arqueando o quadril pra encontrá-lo no meio do movimento. "Me marca com cada parte do seu arrependimento."

Ele gemeu baixo, grave, roçando os dentes no meu ombro. Mas não mordeu.

Ainda não.

As mãos seguraram minha cintura com mais força, puxando-me contra ele como se quisesse fundir nossos corpos. Como se só assim o mundo fizesse sentido.

O prazer veio em ondas violentas, cada uma mais intensa que a anterior. Eu me perdi, gritei o nome dele, cravei as unhas nas costas largas e suadas.

Stefanos perdeu o controle logo depois.

O corpo dele estremeceu sobre o meu, a boca abafando o gemido selvagem contra meu pescoço. As garras emergiram por um segundo e arranharam o lençol ao lado da minha cabeça, o suficiente pra deixar claro: o lobo também me pertencia.

Quando o silêncio caiu, era denso demais pra ser leve.

Ele não saiu de cima. Não ainda. Só deitou o corpo no meu, colando o peito no meu peito, a testa na curva do meu pescoço, e respirou ali como se fosse o único lugar do mundo onde ele podia descansar.

"Você me quebrou inteiro, Nuria..." ele sussurrou, com a voz rouca de exaustão. "Mas eu precisava disso. Precisava de você. Assim."

"Eu também precisava de você assim." Passei os dedos pelo cabelo dele, embaraçado e suado. "Bruto. Real. Meu."

Ele não respondeu. Só me abraçou com mais força, como quem sabe que ainda vai enfrentar um novo inferno… mas não vai mais fazer isso sozinho.

"Me perdoa."

Simples. Rude. Real.

"Já perdoei. Quando você voltou correndo por mim."

Ele encostou a testa na minha, arfando.

"Eu vou destruir quem ousou te tocar com palavras. Quem ousou te ameaçar. Mas antes… eu precisava te reconquistar."

"Então me reconquista de novo," sussurrei.

E ele sorriu. Daquele jeito maldito que me fazia esquecer qualquer desgraça no mundo.

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