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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 157

Nuria

A sala estava mergulhada em silêncio, quebrado apenas pelo zumbido suave do aparelho de ultrassom.

Deitada sobre a maca, com a blusa erguida e o gel frio espalhado pela minha barriga, eu tentava manter o controle da respiração, mas o coração… esse travava uma guerra entre o medo e a esperança.

O médico deslizava o transdutor lentamente, os olhos fixos no monitor, enquanto eu encarava o teto como se ele pudesse me dar alguma resposta.

Como se eu pudesse fingir que não sentia o estômago revirar a cada segundo.

"Está tudo bem," ele murmurou, com a calma treinada de quem já viu de tudo. "Só mais um instante. Vamos encontrar o ângulo ideal..."

Mas ele não terminou a frase.

A porta se escancarou com um estrondo que me fez saltar na maca.

O cheiro veio antes.

Stefanos.

Mas não era só ele.

Era ele em fúria.

Era caos, tempestade e lobo descontrolado.

Tudo ao mesmo tempo.

Tudo o que eu temia... e secretamente esperava.

O médico se sobressaltou, quase deixando o transdutor cair das mãos.

"Senhor... Alfa!" exclamou, tentando recuperar a postura. "Que bom que chegou. Sua Luna... achou que talvez não desse tempo. Ainda estamos no início do exame, se puder, por favor, sente-se."

Stefanos entrou como um trovão contido, o corpo rígido, os olhos em prata líquida, tão afiados que poderiam cortar o ar.

Não disse nada.

Mas veio até mim.

Devagar. Em silêncio. Como uma força da natureza que se recusa a explodir (por enquanto).

E então, pegou minha mão.

Não olhou nos meus olhos.

Mas a segurou.

Com firmeza. Com calor. Com um tipo de urgência que dizia tudo sem precisar de palavras.

E foi naquele toque... só naquele toque... que eu soube:

Ele estava lutando contra o próprio instinto.

Tentando não quebrar o mundo inteiro com as próprias mãos.

Tentando não me quebrar… junto com ele.

"Stefanos..." murmurei, mas a voz não saiu inteira.

Eu sabia que ele estava prestes a brigar. E, de certa forma, eu merecia.

Mas eu não queria dar falsas esperanças.

Não queria ouvir que não havia um bebê ali, e sim... o vazio.

Uma ausência cruel. Um erro do destino.

Algum problema silencioso que não levasse à vida, mas à perda.

Eu não suportaria ver o desespero nos olhos dele de novo.

Aquele olhar que já carregava o peso do mundo e que, se quebrasse por minha causa,

me arrastaria junto com ele

"Vou ativar o som agora," disse o médico.

E então… veio.

Tum-tum. Tum-tum. Tum-tum.

Rápido. Forte.

Meu peito se desmanchou.

As lágrimas caíram antes que eu pudesse impedi-las.

157. Uma nova vida 1

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