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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 156

Jenna

Stefanos e Rylan conversavam em voz baixa, próximos à mesa de reuniões do escritório. Mapas abertos, anotações espalhadas e o cheiro de café forte ainda impregnado no ar.

Bati duas vezes na porta aberta e entrei sem esperar permissão.

"Desculpem interromper..." murmurei, caminhando até eles. "Mas queria saber se eu e a Nuria podemos ir ao hospital. Ver como a Teodora está."

Stefanos levantou os olhos, sérios como sempre.

"Eu já disse à Nuria que iria com ela. Não acho seguro vocês irem sozinhas."

"Eu sei," respondi com cuidado. "Mas achei que talvez fosse bom chegarmos antes. Conversar um pouco com ela... caso esteja acordada. Prometo não demorar. E... sei que estão ocupados com os últimos ajustes. Não queremos atrapalhar."

Stefanos me observou por um longo momento.

"Vocês vão com dois homens da guarda. Vou pedir que eles a encontrem na frente da mansão." Ele olhou para Rylan, que apenas assentiu em silêncio. "Não quero riscos."

"Claro. Obrigada," sorri, tentando parecer mais tranquila do que realmente estava.

Rylan me lançou um olhar que me fez engolir seco. Parecia enxergar direto o que eu tentava esconder.

Sorri de novo, sem graça, e me retirei com um aceno leve, voltando apressada até o quarto da Nuria.

"Está tudo certo," avisei, assim que entrei. "Dois minutos e o carro já está pronto."

"Obrigada. Você acha que isso vai dar certo?" ela questiona, já parecendo estar verde novamente.

"O ideal era o alfa já saber sobre isso, Nuria. Não sei por que quer esconder."

"E se não for um filhote? E se eu estiver com qualquer outra coisa? Ou envenenada? Eu não posso dar tanto trabalho assim para ele."

"Tudo bem, mas você sabe que se ele desconfiar, tanto eu quanto você estamos em uma enrascada."

"Ele vai ficar furioso. Eu sei... mas quero poupá-lo do drama que tem sido minha vida. Da última vez ele disse que eu iria infartá-lo e estou quase chegando a mesma conclusão." dei uma risada baixa.

Pouco depois, estávamos dentro do veículo, lado a lado, enquanto a paisagem passava borrada pelas janelas. Ninguém disse nada no caminho. Havia um nó invisível entre nós, feito de nervosismo, dúvidas e esperança.

Quando chegamos ao hospital, fomos recepcionadas de imediato. Um dos guardas falou com a recepcionista e fomos levadas direto ao quarto da Teodora.

Ela estava lá.

Deitada, pálida, ainda sedada.

Mas viva.

Os ferimentos começavam a se fechar, o rosto já não estava mais tão tenso quanto antes.

Suspirei aliviada. Nuria também.

Pouco depois, uma enfermeira entrou para checar os monitores.

Nuria olhou para mim e depois puxou o ar devagar.

"Qual o médico de plantão agora?" ela perguntou, com a voz firme.

A enfermeira olhou a prancheta. "Doutor Levan. Está no andar superior."

"Gostaria de conversar com ele. Pode chamá-lo, por favor?"

"Claro, Luna."

A enfermeira saiu, e ficamos ali em silêncio, até que alguns minutos depois, o médico entrou. Sorridente, respeitoso, se aproximou com um leve aceno.

"Bom dia, Luna. Que bom vê-la aqui. Fique tranquila, a Teodora está reagindo bem. As lesões foram tratadas, e sua recuperação está indo além do esperado."

Ouvi tudo, mas quem fazia as perguntas era Nuria. Ela queria detalhes. Ritmo cardíaco. Lesões internas. Tempo estimado de sedação. O médico respondeu a tudo com cuidado e precisão.

Quando ele terminou, perguntou:

156. O segredo da Luna 1

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