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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 164

Stefanos

O dia nasceu e eu ainda não tinha pregado os olhos.

O sol já despontava pela janela do escritório, tingindo os móveis com uma luz dourada suave. Mas nada naquele ambiente tinha paz. Nada em mim tinha descanso.

Nuria dormia no quarto, envolta em segurança e em silêncio e foi por ela, por aquele pequeno ser que batia dentro dela, que eu estava aqui. De olhos vermelhos, com os punhos fechados e o coração em conflito.

Johan entrou pela porta, como se nada tivesse acontecido.

Mãos nos bolsos, ombros erguidos, aquele andar displicente de quem acha que o mundo lhe deve alguma coisa. Ele me encarou e deu de ombros, com o rosto entediado.

"Aposto que é por causa do Beta e da loba dele. Não gostaram muito da forma como ela me incentivou ontem, não é?"

Passei a língua pelos dentes, sentindo o gosto amargo da fúria subir pela garganta. Me encostei na beirada da mesa e cruzei os braços.

"Senta."

Ele arqueou uma sobrancelha, mas obedeceu a contragosto, largando-se na poltrona de frente para mim como se estivesse fazendo um favor.

"Se o Beta não quer passar por isso de novo," murmurou, "deveria escolher melhor as lobas com quem se envolve. Lobas fáceis como essa... ou como a sua ex... só o faz parecer fraco."

O mundo girou.

Mas foi dentro de mim que explodiu o terremoto.

Abaixei os braços lentamente e dei um passo à frente.

"Quer que eu chame o Rylan aqui pra você repetir isso na frente dele?" minha voz saiu baixa, cortante como lâmina.

Johan recuou levemente na cadeira, o olhar vacilando por um segundo.

"Não precisa," disse, tentando manter a postura. "Ele vai descobrir por conta própria. Se era só isso... tenho mais o que fazer."

"Você vai continuar sentado." minha ordem cortou o ar, e o lobo dele estremeceu, mesmo que tentasse fingir o contrário.

Ele bufou e se afundou ainda mais na cadeira.

"Você foi admitido na principal escola de alfas do continente."

Os olhos dele se arregalaram. "O quê?"

"Suba. Arrume as suas malas. Seu voo sai em duas horas."

"Você não pode me obrigar!" ele se levantou, irritado. "Eu não vou pra lugar nenhum!"

Ri. Cruelmente.

"Você não entendeu ainda, garoto?" me afastei da mesa e fui até ele, parando a poucos centímetros de distância. "Isso não é uma escolha sua."

"Isso é injusto!" gritou, como uma criança mimada.

"Quer saber o que é injusto?" minha voz saiu mais baixa, mas pesada como chumbo. "É criar uma cobra tão perto do coração. É investir anos da minha vida achando que você podia ser mais. Que podia ser digno do nome que carrega."

164. Meu próprio sangue 1

164. Meu próprio sangue 2

164. Meu próprio sangue 3

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