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Capturada pelo Alfa Cruel romance Capítulo 166

Stefanos

A voz de Johan já estava começando a soar como ruído de fundo. Não porque ele tivesse parado de provocar, mas porque eu já não ouvia mais nada.

A porta da sala se abriu devagar.

Jenna entrou.

Não disse uma palavra.

Mas o olhar dela, o rosto pálido, o peito arfando, as mãos inquietas... disseram tudo que eu precisava saber.

Algo estava errado com Nuria.

Foi como se o sangue evaporasse das minhas veias.

Empurrei a cadeira para trás com força, fazendo-a ranger no chão, e saí da sala sem dizer nada. Johan chamou meu nome, confuso, mas eu já estava no corredor.

"Ela está no quarto," Jenna disse atrás de mim, tentando acompanhar meus passos largos.

Atravessei a mansão como se estivesse em chamas. O cheiro de maçã e chá doce ainda pairava no ar. E, em segundos, tudo desabou diante dos meus olhos.

Nuria estava sentada no chão, encostada no batente da porta. Olhava fixamente para o nosso quarto, como se não conseguisse entender o que estava vendo. Os olhos dela... desolados.

"Nuria..." me agachei na frente dela e beijei seu rosto, suas têmporas frias, seu nariz gelado. "Você está bem? O que aconteceu?"

Foi então que vi o estrago.

O quarto... destruído.

A bandeja no chão, os lençóis arrancados, almofadas espalhadas, como se alguém tivesse invadido o espaço onde ela deveria estar segura. Onde o nosso filho descansava em paz dentro dela.

Meu lobo rosnou alto, possesso. O som ecoou pelo corredor como um trovão.

Rylan apareceu atrás de mim com Jenna ao lado. Ele cruzou a porta antes que eu pudesse reagir.

Abracei Nuria e a peguei no colo. O corpo dela se encaixou no meu como se tivesse sido moldado para isso. Ela se enrolou em mim, os braços ao redor do meu pescoço, e sua respiração trêmula me atingiu no fundo da alma.

“Eu vou te levar para o quarto de hóspedes,” sussurrei, já me virando.

“Não,” ela murmurou, a voz falha. “O cheiro... o seu... acalma meu estômago.”

Parei.

Olhei para ela, confuso, e em seguida encarei Jenna.

“Desde ontem ela não consegue comer direito,” Jenna explicou. “Tudo tem causado enjoo. E hoje, ela... vomitou de novo.”

Meu coração se apertou. Segurei Nuria com mais força, como se o mundo quisesse tomá-la de mim.

Mesmo com o desejo ardente de invadir aquele quarto e descobrir cada maldito detalhe com Rylan, eu fiquei.

Fiquei com ela.

Fiquei porque era ali que eu precisava estar.

Alguns minutos se passaram. Rylan saiu do quarto e chamou Jenna com um aceno discreto. Ela o seguiu, deixando-nos sozinhos por um momento.

“Vamos, minha Luna. Isso aqui não é mais seguro.”

“Isso estava ao lado da cama,” ele disse. “Achei que pudesse ser da Nuria.”

Me aproximei e peguei a peça.

Meus dedos congelaram.

Não era dela. Mas o cheiro... carregava um traço estranho. Familiar. Quase como o dela, mas não.

“Não é da Nuria,” murmurei. “Mas tem algo... algo no cheiro.”

Rylan franziu o cenho.

“Parecido com ela.”

Assenti, sentindo a raiva subir como fumaça quente.

Alguém havia entrado ali.

E usava um aroma próximo ao dela para se camuflar.

Talvez até... para provocá-la.

Mas agora... era a minha vez de jogar.

"Quero todos os empregados, sem exceção no hall de entrada." olhei para Rylan que concordou. "Jenna, ligue para o médico que atendeu Nuria ontem. Descubra o que pode amenizar os sintomas dela, e o que ela consegue comer sem passar mal. Não quero minha Luna definhando. Se o médico não falar nada, diga que lhe farei uma visita pessoalmente e que não estou muito animado hoje." ela concordou. "E fique com ela. Não deixe Nuria sozinha em momento algum."

"Sim, alfa." Fui até meu closet e peguei outra camisa, já pensando em deixá-la com meu cheiro quanto antes para levá-la para minha loba.

Talvez eu demorasse para voltar para ela, mas não voltaria sem respostas.

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