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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 118

Valentina acordou envolta por calor.

Não o calor do quarto, nem o da coberta leve — mas o calor humano, firme, seguro, que não existia quando ela dormia sozinha. Por um segundo, não se moveu. Permitiu-se ficar ali, suspensa entre o sono e a consciência, sentindo o peso de um braço ao redor da sua cintura, a respiração regular às suas costas.

Rafael.

Ela abriu os olhos devagar.

A luz da manhã entrava filtrada pelos painéis, desenhando tons suaves no quarto. O silêncio não era pesado. Era íntimo. Valentina percebeu que estava encaixada nele com uma naturalidade perigosa demais para alguém que repetia para si mesma que aquilo era apenas um contrato.

Com cuidado, girou o rosto.

Rafael dormia — ou parecia dormir.

De perto, era ainda mais bonito. Não de forma óbvia ou exagerada. Era um tipo de beleza contida, sólida. A mandíbula bem marcada, a barba por fazer desenhando sombras leves no rosto, o nariz reto, a boca firme demais para ser indiferente. Havia algo nele que passava segurança sem esforço.

Ela suspirou baixo.

Era uma pena.

Uma pena que tudo aquilo estivesse cercado por cláusulas, prazos e palavras frias assinadas em papel. Uma pena que aquele homem que a envolvia com tanta naturalidade não fosse, de verdade, dela.

Valentina ficou ali mais alguns segundos, permitindo-se o erro silencioso de observá-lo. Depois, com cuidado extremo, retirou o braço dele da sua cintura e escorregou para fora da cama.

Rafael sentiu.

Não se moveu.

Abriu os olhos apenas o suficiente para vê-la se afastar. Sentiu o olhar dela antes mesmo de ouvi-la respirar mais fundo. Conhecia aquele tipo de silêncio. Era o silêncio de quem observa quando acha que não está sendo visto.

Valentina entrou no banheiro e fechou a porta com cuidado.

O som do chuveiro veio logo depois.

Ela deixou a água cair sobre o corpo como se tentasse reorganizar os pensamentos. O calor relaxava os músculos, mas não acalmava o que se movia por dentro. Encostou a testa no azulejo por um instante, respirando fundo.

Aquilo não podia ser fácil.

Saiu do banho mais centrada, envolta em uma toalha, o cabelo ainda úmido. Quando voltou ao quarto, encontrou Rafael acordado, sentado na cama, vestindo o pijama com a mesma naturalidade com que vestia ternos caros. O olhar estava distante, focado em algum ponto invisível.

— Bom dia. — ela disse, quebrando o silêncio.

Ele levantou o rosto. Sorriu de leve.

— Bom dia.

Não havia constrangimento. Apenas um cuidado novo entre eles.

— Dormiu bem? — ele perguntou.

— Dormi. — respondeu. — E você?

— O suficiente.

Ela sorriu pequeno e caminhou até a cômoda. Pegou uma pequena sacola que tinha deixado ali na noite anterior. Hesitou por meio segundo — gesto raro nela — antes de se virar.

— Eu… comprei algo pra você ontem.

Rafael a observou em silêncio enquanto ela se aproximava e estendia a caixa. O gesto era simples, mas havia algo de íntimo demais nele. Ele pegou, abriu com cuidado.

Abotoaduras. Clássicas. Elegantes. Discretas.

Perfeitamente ele.

Rafael sorriu de lado, um sorriso raro, quase privado.

— São bonitas. — disse, sincero. — Obrigado.

Valentina sentiu o rosto aquecer.

— Eu gostei delas e… achei que ficariam bem em você.

— Ficaram. — ele respondeu, fechando a caixa com cuidado. — Mesmo antes de usar.

Ela desviou o olhar, sem saber o que fazer com aquele momento.

— Vou me arrumar. — disse, apontando para o closet.

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