O carro parou diante da casa quando o céu já estava escurecendo.
As luzes da cidade começavam a acender ao longe e uma brisa fresca atravessava o jardim.
Valentina desceu devagar.
O dia tinha sido longo.
Cansativo.
Cheio de pensamentos que ela ainda não sabia exatamente como organizar.
Ela caminhou pela casa silenciosa, tirando os sapatos no caminho, deixando-os perto da escada.
A casa parecia estranhamente quieta.
Quando subiu para o quarto e abriu a porta…
parou.
O quarto estava iluminado apenas por velas.
Dezenas delas.
A luz dourada tremia pelas paredes, refletindo nos móveis, criando um clima quase mágico.
Balões discretos flutuavam próximos ao teto.
E flores.
Muitas flores vermelhas espalhadas pelo ambiente.
Valentina ficou imóvel por alguns segundos.
O cansaço do dia pareceu desaparecer naquele instante.
Então ela o viu.
Rafael estava vindo da varanda.
Vestia apenas uma calça escura e uma camisa branca aberta no primeiro botão. O cabelo estava levemente desalinhado pelo vento que entrava da varanda.
Na mão dele havia um buquê de rosas vermelhas.
A cena era tão inesperadamente bonita que qualquer pensamento pesado que ainda rondava a mente dela simplesmente se dissolveu.
Ele caminhou até ela devagar.
Sorrindo.
Quando parou diante dela, levantou o buquê.
— Oi… que bom que chegou.
Valentina pegou as flores.
Levou-as ao rosto e respirou o perfume suave delas.
Sorriu.
— Oi… que surpresa linda.
Rafael inclinou levemente a cabeça.
— Que bom que gostou.
Ele levantou a mão e afastou uma mecha de cabelo do rosto dela.
Depois deixou a mão repousar ali por um momento.
Os dedos dele tocaram o rosto dela com cuidado.
Valentina fechou os olhos.
Suspirou fundo.
O contato dele sempre tinha esse efeito nela.
— Como foi seu dia? — ele perguntou.
Ela abriu os olhos.
— Intenso.
O olhar dela percorreu o rosto dele.
Rafael Montenegro não era mais o mesmo homem frio que ela conheceu no começo.
Havia algo diferente nele agora.
Mais aberto.
Mais humano.
— E o seu? — ela perguntou.
Ele sorriu de lado.
— Também.
Ele deu um passo mais perto.
E a beijou.
O beijo começou suave.
Quase tímido.
Como se nenhum dos dois tivesse pressa.
Como se aquele momento fosse um pequeno refúgio depois de um dia inteiro de pensamentos e ruídos.
Os lábios dele tocaram os dela devagar.
Valentina sentiu a mão de Rafael deslizar pela lateral do corpo dela até parar em sua cintura.
Firme.
Seguro.
Ela passou os braços pelo pescoço dele sem pensar, puxando-o um pouco mais para perto.
Rafael soltou um pequeno suspiro contra os lábios dela.
Aquele som fez um arrepio subir pela coluna de Valentina.
O beijo mudou.
Ficou mais profundo.
Mais quente.
As respirações começaram a se misturar.
As mãos dele subiram lentamente pelas costas dela, explorando cada curva com uma calma quase provocante.
Como se ele estivesse memorizando o corpo dela.
Valentina deslizou os dedos pelos cabelos dele, puxando levemente enquanto o beijo se tornava mais intenso.
Rafael interrompeu o beijo por um segundo apenas para olhar para ela.
Os olhos cinzentos estavam mais escuros.
Quentes.
— Valentina…
Ela não respondeu.
Apenas o puxou de volta para outro beijo.
Dessa vez mais urgente.
Rafael sorriu contra a boca dela e a guiou lentamente até a cama.
As velas espalhadas pelo quarto lançavam sombras suaves nas paredes.
A luz dourada envolvia os dois enquanto ele a deitava sobre o colchão.
Por um instante ele ficou ali.
Apenas olhando para ela.
Como se estivesse tentando entender como aquela mulher tinha virado o centro do mundo dele.
Valentina levantou a mão e puxou a camisa branca dele pelos botões.
— Está olhando o quê?
Ele inclinou a cabeça.
— Tentando entender como você consegue me desarmar tão fácil.
Ela sorriu.
Então voltou a beijá-la.



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