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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 256

A sala de reuniões estava cheia.

Valentina estava em pé diante da tela digital, explicando um gráfico com segurança enquanto alguns líderes de equipe e novos funcionários prestavam atenção.

— O ponto principal aqui — ela dizia, apontando para a tela — é entender que jurisdição internacional não é apenas sobre território. É sobre estratégia.

Alguns dos presentes faziam anotações.

— Se vocês não entendem o ambiente jurídico onde estão entrando, então já começam a negociação em desvantagem.

Ela caminhou pela sala enquanto falava.

Natural.

Segura.

Comandando o espaço.

Na porta da sala, Rafael Montenegro parou.

Ele não entrou.

Apenas observou.

A maneira como ela falava.

A forma como gesticulava.

A confiança na voz.

E, por um instante, a memória o puxou para trás no tempo.

Harvard.

Um auditório lotado.

Uma jovem estudante defendendo um argumento jurídico com uma clareza impressionante.

Ele lembrava perfeitamente do momento em que percebeu que estava prestando atenção nela… mais do que deveria.

Rafael sorriu discretamente.

— Senhor Montenegro…

A voz de Lurdes o trouxe de volta ao presente.

Dentro da sala, Valentina ouviu.

Ela virou o rosto.

E quando o viu na porta, sorriu.

Rafael entrou.

O efeito foi imediato.

As pessoas na mesa se endireitaram.

O ambiente ficou mais silencioso.

A presença dele sempre fazia isso.

Ele caminhou calmamente até uma cadeira e se sentou.

Olhou para Valentina.

— Continue.

Ela sorriu de lado.

E voltou para a apresentação.

— Como eu estava dizendo…

Mais alguns minutos se passaram.

Ela finalizou o assunto e fechou o tablet.

— Por hoje é isso.

Ela olhou para todos.

— Obrigada pela atenção.

Os funcionários começaram a sair da sala.

Alguns cumprimentaram Rafael com respeito antes de sair.

Em poucos segundos…

a sala estava vazia.

Apenas os dois permaneceram.

Valentina caminhou até ele.

Sorrindo.

— O que faz aqui?

Rafael não respondeu.

Apenas segurou a mão dela e a puxou.

Valentina caiu no colo dele rindo.

— Rafael!

Ela olhou ao redor.

— Estamos no escritório!

Ele a beijou.

Devagar.

Quando o beijo terminou, ele falou calmamente:

— Moreira e Lurdes estão cuidando disso. Ninguém vai entrar.

Ela olhou ao redor.

Portas fechadas.

Silêncio.

Apenas os dois.

Valentina sorriu.

— Então o senhor Montenegro saiu da torre mais alta só para me ver falar sobre jurisdição?

Ele beijou o nariz dela.

— Não.

Ela ergueu uma sobrancelha.

— Não?

Ele a olhou nos olhos.

— Vim te sequestrar pelo fim de semana.

Valentina arregalou os olhos.

Depois sorriu de lado.

— Você sabe que isso dá pelo menos dois anos de cadeia.

Rafael aproximou o rosto do ouvido dela e sussurrou:

— Se fosse para ficar preso com você… eu pegava perpétua.

Valentina riu alto.

— Você anda flertando muito, senhor Montenegro.

Ele ajeitou uma mecha do cabelo dela.

— A senhora Montenegro é a culpada.

Ela inclinou a cabeça.

— Para onde vamos?

Rafael sorriu.

— Surpresa.

Ela se levantou.

— Preciso arrumar minha mala.

— Maria já arrumou.

Valentina piscou.

— O quê?

— Tudo que você precisa já está pronto.

Ele se levantou.

— Tudo que você precisa fazer…

ele estendeu a mão

— é vir comigo.

Valentina sorriu.

— Justo.

Ela cruzou os braços teatralmente.

— Eu te sequestrei para a Patagônia… agora você me sequestra.

Ele segurou a mão dela.

— Vamos, senhora.

Ela tentou perguntar enquanto caminhavam pelo corredor.

— Rafael… para onde—

— Não vou contar.

— Mas—

Ele parou.

— Se você perguntar de novo…

ela inclinou a cabeça

— vai acontecer o quê?

Ele a puxou pela cintura.

E a beijou.

Valentina riu.

— Isso é chantagem.

— Funciona.

Valentina balançou a cabeça rindo enquanto ele a puxava pela mão para fora do escritório.

Eles atravessaram o corredor principal da empresa ainda de mãos dadas.

Algumas pessoas que passavam pararam discretamente para cumprimentar Rafael.

Outras apenas observavam.

Não era comum ver o CEO da Montenegro andando pelo prédio daquela forma… muito menos puxando a esposa pela mão como um adolescente em fuga.

— Rafael… — ela disse tentando acompanhar o ritmo dele — pelo menos me conta para qual direção estamos indo.

— Não.

— Isso é muito injusto.

— Eu avisei que era um sequestro.

Eles entraram no elevador privativo.

Assim que as portas se fecharam, Valentina cruzou os braços.

— Você planejou tudo isso, não planejou?

Capítulo 256 — Sequestro Paradisíaco 1

Capítulo 256 — Sequestro Paradisíaco 2

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