A areia branca era tão clara que refletia a luz do sol como um espelho suave.
Valentina caminhava devagar pela praia ao lado de Rafael, ainda absorvendo cada detalhe da paisagem ao redor. O mar cristalino se estendia infinito diante deles, e o vento carregava o cheiro salgado da água misturado ao perfume das flores tropicais espalhadas pela ilha.
Ela ainda parecia incrédula.
Parou alguns passos à frente.
Apontou para a casa elegante próxima às palmeiras.
— Nossa… que casa linda.
Rafael seguiu o olhar dela.
— É bonita mesmo.
Valentina estreitou os olhos, analisando a construção moderna de madeira clara e grandes paredes de vidro que refletiam o azul do mar.
Depois virou o rosto para ele.
— Que chique.
Cruzou os braços, sorrindo com ironia.
— Fui sequestrada para uma ilha deserta.
Rafael soltou uma pequena risada.
— Tecnicamente ela não é deserta.
Valentina revirou os olhos.
— Eu sei.
Voltou a observar a casa.
— Quantas pessoas trabalham aqui?
Rafael colocou as mãos nos bolsos da calça.
— Algumas.
Valentina virou o rosto lentamente para ele.
— Algumas… quantas?
Ele inclinou a cabeça.
— Jardineiro. Cozinheira. Manutenção. Segurança.
Ela franziu levemente a testa.
— Então deixa eu reformular a pergunta.
Fez uma pausa teatral.
— Quantas centenas de milhares trabalham aqui?
Rafael riu de verdade.
— Não é tantas assim.
Valentina caminhou mais alguns passos pela areia.
— Claro.
Ela olhou novamente para a casa.
— Porque isso aqui definitivamente parece uma casa simples de fim de semana.
Rafael abriu a porta da casa e fez um gesto para que ela entrasse.
O interior era ainda mais impressionante.
O espaço amplo se abria para o mar através de enormes paredes de vidro. A brisa atravessava a casa inteira, fazendo as cortinas claras se moverem lentamente.
Sofás confortáveis.
Madeira clara.
Decoração elegante, mas simples.
Nada exagerado.
Tudo com vista para o oceano.
Valentina entrou devagar.
Passou a mão pelo encosto de uma cadeira.
— Ok…
Ela girou lentamente observando tudo.
— Isso é ridiculamente bonito.
Rafael encostou no batente da porta, observando a reação dela.
— Você ainda não viu o melhor.
Valentina virou para ele.
— Tem mais?
Ele sorriu.
— Tem.
Ela estreitou os olhos.
— Senhor Montenegro…
— Sim?
— Estou começando a achar que esse sequestro foi planejado com um nível preocupante de detalhes.
Ele se aproximou.
— Foi.
Valentina inclinou a cabeça.
— E os empregados?
— Dispensei todos.
Ela piscou.
— Todos?
Rafael assentiu.
— Este fim de semana…
ele passou o braço pela cintura dela
— é só nosso.
Valentina olhou ao redor.
Depois para o mar.
Depois para ele.
E sorriu.
— Admito.
Ele ergueu uma sobrancelha.
— O quê?
— Esse é o melhor sequestro da minha vida.
Rafael sorriu de lado.
— Ainda nem começou.
Algum tempo depois, eles estavam na praia novamente.
O sol já começava a descer lentamente no horizonte, deixando a água com tons dourados.
Rafael caminhou até o mar.
A água subiu lentamente até a cintura dele.
Ele se virou.
Estendeu a mão.
— Vem.
Valentina ficou parada na areia.
Olhou para a água.
Depois para ele.
— Rafael… eu…
Ele manteve a mão estendida.
— Confia em mim.


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