Entrar Via

Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 28

No quarto Valentina se remexia, o corpo virando de um lado para o outro, os lençóis embolados ao redor das pernas como se tentassem contê-la — e falhavam.

Rafael estava sentado na poltrona desde que terminou de ajeitar tudo.

Não tinha coragem — nem explicação lógica — para sair.

Ele observava.

Vigiava.

E pela primeira vez em muito tempo… não sabia o que fazer com as próprias mãos.

Quando a febre chegou forte demais, Valentina começou a murmurar palavras desconexas.

As primeiras foram baixas, quase inaudíveis.

— Bianca… eu… eu não consigo…

Rafael inclinou-se na direção dela.

— Valentina? — chamou, controlado.

Ela não respondeu ao nome. Apenas continuou falando com alguém que não estava ali.

— Cinco… cinco milhões… — sussurrou, a voz falhando. — Ele quer cinco milhões… eu… não tenho…

A mandíbula de Rafael se fechou.

Valentina tremia, os olhos se movendo por trás das pálpebras fechadas.

— Eu não posso pedir pra ele… — choramingou. — …se eu pedir… fico presa… pra sempre… nunca mais saio dessa casa…

Rafael sentiu algo estranho e incômodo dentro dele.

Ele se aproximou mais, a voz baixa.

— Valentina, olha pra mim.

Mas ela não olhou.

A febre subiu mais.

Ela tentou se virar na cama e gemeu de dor.

Rafael pegou o termômetro.

Encostou na testa dela.

O número subiu rápido demais.

— Droga…

Ele levantou, foi até o banheiro e voltou com um copo d’água e o comprimido.

Sentou-se ao lado dela.

— Você precisa tomar isso — disse, tentando mantê-la acordada.

Valentina virou o rosto, delirante, assustada.

— Não… não quero… não… por favor…

Rafael tentou novamente.

— Abra a boca, Valentina.

Ela empurrou a mão dele, fraca.

— Eu vou me afogar… não… não…

Rafael fechou os olhos por um segundo, como quem tomava uma decisão que nunca deveria tomar.

Depois colocou o comprimido na própria boca.

Passou a mão pela nuca dela, inclinou o rosto dela para o dele e encostou seus lábios nos dela — não como um beijo, mas como uma transferência urgente.

A boca dela se abriu por reflexo.

Ele empurrou o comprimido com a língua e ofereceu o gole d’água, guiando a.

Valentina engoliu.

Quando Rafael se afastou…

Ele ficou imóvel, sua respiração falhando um pouco.

— Papai… mamãe ??? Porquê me deixaram?— ela murmurou, perdida.

A palavra atravessou o peito dele como faca.

Antes que ele pudesse responder, ela o puxou.

As mãos dela agarraram a camisa dele com força inesperada, e ela o trouxe para perto como se estivesse se afogando de novo.

— Não vai… não deixa eu cair… — implorou, encostando o rosto no peito dele. — Não me deixa…

Rafael tentou afastá-la — e falhou.

Ela tremia demais. Estava quente demais.

Respirava contra o peito dele como se o mundo dependesse disso.

E ele ficou ali.

Primeiro rígido.

Depois menos rígido.

Depois… parte daquilo.

Valentina descansou o rosto na clavícula dele, quase desmaiada, e a mão dela escorregou pela manga da camisa, segurando-o como uma criança desesperada.

Rafael não teve escolha a não ser apoiá-la.

Ele passou o braço pelas costas dela, firme, sustentando seu peso enquanto ela apagava contra ele.

A febre a dominou de vez.

Ela murmurou algo que ele não conseguiu entender.

E então desabou totalmente, adormecida, exausta, respirando rápido contra a pele dele.

Rafael ficou parado por longos segundos, o corpo dela colado ao dele, o cheiro da água ainda no cabelo dela, a mão dela agarrada à camisa dele como se ele fosse o único chão firme no mundo.

Ele deveria soltá-la.

Mas não soltou.

Ele deveria colocá-la no travesseiro.

Mas ficou ali com ela no peito.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário