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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 32

Rafael assentiu curtamente e, sem esperar convite, sentou-se na poltrona à direita de Valentina.

Pegou o chá. Experimentou.

Bianca observou a xícara como quem observa um reagente raro.

— Não imaginava o senhor como alguém que aprecia jasmim. — comentou.

— Prefiro isso ao barulho de gelo tilintando. — Rafael devolveu.

— Ele é bonito até tomando chá. Que ódio.

Valentina quase engasgou com o próprio oxigênio.

Rafael pousou a xícara, devagar, e Bianca cruzou as pernas com teatralidade.

— Pois muito bem, cunhado… — ela começou, com um ar profissional e dramático — já que estamos aqui, vamos conversar sobre um problema sério que me afeta diretamente.

Rafael a olhou como quem avalia a sanidade de uma pessoa.

— Que problema?

— O seu amigo.

— Qual deles?

Bianca gesticulou com as mãos.

— Lucas Monteiro. O insuportável.

Rafael apertou o maxilar.

Um som que só Valentina percebeu.

— Hmm.

Bianca imitou:

— Hmm não resolve nada, cunhado. Ele tá me perseguindo. Literalmente.

Ele aparece na porta da minha casa.

No estacionamento da faculdade.

Na biblioteca.

No laboratório.

Valentina estava CHORANDO de rir por dentro.

Rafael esfregou a ponte do nariz.

Bianca continuou:

— Então eu gostaria que o cunhado, como amigo dele, explicasse que foi apenas uma noite… acidental. Bêbada. Sem relevância.

Ela ajeitou o óculos com classe.

— Ele deve ter beijado metade da cidade naquele mesmo padrão. Não há motivo pra fixação.

Rafael quase — quase — sorriu.

O canto da boca ameaçou.

E no exato instante em que ele abriu a boca para responder—

TOC.

TOC.

TOC.

A porta se abriu.

Valentina largou o ar na hora.

Bianca ficou imóvel.

Rafael… não se mexeu, mas a mandíbula ficou mais dura.

Lucas Monteiro entrou.

Elegante.

Sério.

Perfume caro.

O tipo de homem que não pede licença porque sabe que é bem-vindo pela própria força da presença.

— Boa tarde. — disse, olhando primeiro para Rafael, depois para Valentina.

E então…

Ele viu Bianca.

Bianca arregalou um pouco os olhos, como quem vê um fantasma inconveniente.

Valentina cobriu a boca com a mão para não rir.

Lucas deu três passos e sentou-se ao lado de Bianca. Como se a poltrona tivesse sido feita pra ele.

Ela se afastou… um centímetro.

Só um.

Ele percebeu.

— O que você está fazendo aqui? — Bianca perguntou, baixa, elegante e irritada na medida certa.

— Essa casa é do Rafael. — ele disse, tranquilo. — Meu amigo.

E inclinou um pouco o rosto.

— E você…? O que está fazendo aqui?

Bianca cruzou os braços, impecável:

— Dãnnn... Valentina é minha amiga.

Lucas ficou em silêncio por dois segundos.

— Eu sei.

Era a resposta mais perigosa possível.

Rafael observava tudo como quem assiste uma partida de xadrez que ficou pessoal demais.

Valentina tentava não gargalhar.

Bianca respirou fundo.

— Lucas, eu estava explicando ao cunhado aqui que aquela noite foi um equívoco.

Lucas piscou.

O olhar dele mudou.

— Um equívoco, senhorita Kato?— ele repetiu, devagar.

— Sim. — Bianca respondeu. — Eu estava bêbada. Você estava bêbado. Acontece.

— Ela fez um gesto leve com as mãos. — Nada que justifique você aparecer… em absolutamente todos os lugares a que vou.

Valentina prendeu um gritinho interno.

Lucas respirou fundo, inclinando-se ligeiramente em direção a ela.

— Eu não estava bêbado.

Bianca empalideceu.

— Estava sim. — ela insistiu.

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