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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 33

Longe dali no salão da Casa de Chá Windsor tudo era feito de luz dourada, madeira escura e silêncio caro.

Era o tipo de lugar onde ninguém discutia.

Ninguém levantava a voz.

Ninguém ousava ser pobre.

E justamente por isso, Vittoria Montenegro estava ali.

Sentada à mesa da janela, luvas finas, joias discretas, xícara de porcelana pousada com precisão cirúrgica.

Ela nem precisava olhar quando a porta abriu.

Reconhecia aquele andar covarde de longe: passos curtos, apressados e ansiosos.

Rogério Diniz.

Ele parecia desconfortável demais naquele ambiente — como um animal selvagem jogado num palácio.

— Vittoria… — ele cumprimentou, forçando um sorriso. — Sempre um prazer.

— Não minta, Rogério. — ela disse, sem levantar os olhos. — Você não sabe se comportar nesse tipo de lugar.

Ele travou a mandíbula, mas sentou.

Vittoria fez um gesto leve para a garçonete.

— Um Darjeeling para ele. Fortíssimo. Ele precisa de caráter. — disse.

A garçonete se retirou, sem sequer piscar.

Rogério limpou a garganta, inquieto.

— Imagino que queira falar sobre… o dinheiro.

— Não. — Vittoria respondeu, por fim levantando os olhos. — Vim falar sobre a minha família.

Rogério arregalou um sorriso sujo.

— Ah, claro. Sobre o casamento do seu filho com a minha sobrinha…

Os olhos de Vittoria estreitaram.

— Não chame Valentina de “minha sobrinha” na minha frente. Fere meus ouvidos.

Rogério deu de ombros.

— Mas é o que ela é.

— Não por muito tempo. — Vittoria rebateu.

Ele arqueou uma sobrancelha.

— Está planejando algo?

— Planejando? — Vittoria riu baixinho, um som frio demais para ser humano. — Rogério, querido… eu nunca planejo. Eu decido. E os outros obedecem.

A garçonete voltou, colocando a xícara de chá diante dele.

Vittoria só tocou a própria com a ponta dos dedos.

— Quero que pressione Valentina. Ameaças, cobranças, o que for necessário. — disse calmamente, como se pedisse açúcar. — Quero que ela peça o divórcio antes do ano terminar.

Rogério empalideceu.

— O divórcio? Mas Rafael nunca—

— Rafael não amarrou assinatura nenhuma ao coração. — Vittoria cortou. — Mas a convivência é perigosa. Gente fraca se apega fácil. E meu filho… meu filho não pode cair nesse tipo de armadilha.

Ela inclinou o queixo, olhos brilhando com crueldade.

— Ele jamais vai amar uma criatura como ela. Jamais.

Rogério sorriu torto.

— Então… quer que eu aumente a pressão?

— Quero que você esmague. — Vittoria disse, com uma suavidade que assustaria até um santo. — A reputação Diniz é frágil. Enterre-a um pouco mais, se preciso. Faça com que Valentina implore para sair do contrato. Antes que ela faça Rafael… sentir qualquer coisa.

Rogério mexeu no chá, inquieto.

— E em troca?

— Em troca, Rogério… — Vittoria inclinou-se, veneno na voz — …eu garantirei que, quando o nome Diniz estiver afundado na lama, você ainda tenha onde se apoiar. E alguém para culpar.

Rogério engoliu seco.

— Você é perigosa, Vittoria.

Ela sorriu.

— Sou uma Montenegro. É diferente.

A xícara tilintou.

O pacto silencioso estava selado.

Mas nem um dos dois imaginava…

…que havia gente observando.

A mansão estava silenciosa.

Silêncio de madrugada rica: nem vento, nem passos, nem respiração.

Só o peso invisível das paredes que escondiam segredos demais.

Vittoria já tinha subido para o quarto, passos duros, satisfeita com o veneno derramado horas antes.

Valentina dormia.

Bianca já tinha ido embora rindo até da alma.

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