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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 331

Valentina não desviou o olhar de Andrade.

A decisão já estava nela.

Não era mais dúvida. Não era mais confusão.

Era necessidade.

— Eu preciso falar com ele.

A voz saiu firme, mesmo que por dentro tudo ainda estivesse em ruínas.

Andrade não respondeu de imediato.

Observou.

Como se medisse o peso daquela frase antes de devolvê-la ao mundo.

E então disse, com a mesma calma que vinha mantendo desde o início:

— O senhor Montenegro… não está mais na prisão.

Valentina piscou.

Uma vez.

Duas.

Como se a mente precisasse de tempo para alcançar o significado das palavras.

— O quê?

O coração acelerou.

— Onde ele está, Andrade? — perguntou, agora sem conseguir esconder a urgência. — Onde o senhor Rafael está?

Mas Andrade apenas balançou a cabeça.

— Não sei, senhora.

E, dessa vez, o chão não sumiu.

Mas tremeu.

— Não sabe?

Ela deu um passo à frente, a respiração descompassando outra vez.

— Eu preciso falar com ele… eu preciso levar tudo isso ao juiz, anular a sentença, ele não pode—

— Já foi feito.

A frase cortou o desespero antes que ele crescesse.

Valentina travou.

— Como assim?

Andrade abriu um pequeno sorriso.

Não de satisfação.

Mas de quem sabia que aquela informação mudaria tudo.

— Assim que cheguei ao país, minha primeira ação foi levar tudo ao juízo competente. Todos os documentos. Todas as provas.

Ela ficou imóvel.

— E posso dizer à senhora… que o senhor Rafael Montenegro foi solto.

O silêncio que se seguiu não foi de alívio imediato.

Foi de incredulidade.

— Eu… não fui avisada…

A voz saiu mais baixa.

Mais perdida.

— Ele foi representado pelo escritório M&K — continuou Andrade. — E a senhora Kingsley assumiu a defesa.

Valentina soltou uma respiração curta, quase um riso sem humor.

— Claro… a Natasha…

Mas havia algo errado. Algo que não encaixava.

E Andrade sabia. Porque já puxava outra pasta.

Diferente das anteriores. Mais simples. Mais direta.

— E, falando em escritório… há coisas que a senhora também precisa saber.

Ele colocou a pasta diante dela.

Valentina abriu.

E, dessa vez… Não havia fotos. Não havia imagens. Apenas palavras.Informações. Fatos.

E, linha por linha… Ela começou a ler.

Rafael Montenegro indicou Natasha Kingsley no primeiro caso relevante envolvendo Maria.

A parceria com Valentina Diniz foi sugerida diretamente por Rafael Montenegro.

O investimento necessário para a regularização do diploma internacional foi financiado por Rafael Montenegro.

O imóvel onde funciona o escritório foi adquirido por intermédio de empresas vinculadas a Rafael Montenegro.

Valentina parou.

O ar não veio. Continuou lendo. Projetos aprovados. Casos viabilizados. Portas abertas. Sempre o mesmo nome. Sempre ele. Sempre nas sombras.

Ela abriu e fechou a boca.

Uma vez.

Duas.

As lágrimas vieram sem aviso.

Silenciosas. Pesadas.

— Ele sempre esteve ali… — sussurrou, mais para si do que para qualquer outra pessoa.

Andrade a observava. Sem interromper. Sem suavizar.

— Acho que, nesse ponto, senhora… — disse ele, por fim — já não era mais dívida.

Valentina ergueu os olhos lentamente.

— Era amor.

A palavra caiu com um peso diferente.

Mais profundo. Mais verdadeiro.

— Do jeito dele — completou Andrade. — Mas ainda assim… amor.

Ela respirou fundo.

Mas o ar não preencheu o vazio.

— Acho que foi do Japão para cá… — continuou ele — que o senhor Montenegro deixou a senhora entrar de vez na vida dele. E, a partir dali… ele só quis uma coisa.

Valentina engoliu em seco.

— Que a senhora brilhasse.

As lágrimas escorreram com mais força.

Sem controle. Sem contenção.

Porque agora não havia mais dúvida. Não havia mais como negar. Não havia mais como fugir.

Depois de alguns minutos, ela levou o copo à boca, bebeu água, tentou se recompor.

Mas nada voltava ao lugar.

Nada seria como antes.

— O senhor investigou isso também? — perguntou, ainda com a voz falha.

Andrade sorriu de leve.

— Nem precisei, senhora. Bastou analisar os fatos… para entender o quanto ele a ama.

Valentina deixou escapar um sorriso pequeno.

Triste. Cansado. Dolorido.

— Mas eu o destruí… — disse, finalmente, encarando-o. — A empresa… a carreira… tudo…

A voz quase falhou.

Mas ela continuou.

— O senhor acha… que ele me amaria depois de tudo isso?

O silêncio que veio dessa vez foi diferente.

Não era ausência de resposta. Era escolha.

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