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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 332

As portas do elevador se abriram com um som suave, quase insignificante.

Mas, para Maria, aquele som foi como um alívio.

Ela se levantou tão rápido que quase derrubou a bolsa que estava no colo e, ao ver Valentina, caminhou apressada até ela.

— Senhora… — a voz saiu aflita — eu já estava prestes a ligar para a polícia… e para o senhor Enzo…

Valentina a olhou.

Não havia traço de desespero em seu rosto.

Nenhuma marca do que tinha acontecido minutos antes.

Apenas calma.

Controlada. Elegante. Intocável.

— Minha ordem foi clara, Maria — disse, com a voz baixa e firme. — Não ligar para o senhor Enzo.

Maria imediatamente abaixou o olhar.

— Me desculpe, senhora… eu fiquei preocupada…

Valentina suavizou o tom.

Como sempre fazia.

Como sempre fez.

— Eu sei — respondeu, com um leve aceno de cabeça. — Mas a empresa está passando por um momento delicado. Não podemos criar mais ruído do que já existe.

Maria assentiu rapidamente.

— Claro, senhora…

— Vamos — continuou Valentina, já se dirigindo à saída. — Precisamos passar em um lugar antes. Depois voltamos. Ainda temos um casamento para preparar.

Maria sorriu.

Um sorriso genuíno.

Porque, para ela, tudo estava normal.

E Valentina… permitiu.

O carro seguiu pelas ruas com fluidez.

A cidade seguia viva, indiferente à guerra silenciosa que estava prestes a começar.

Quando pararam em frente ao segundo prédio, Valentina desligou o carro sem pressa. Pegou a caixa no banco ao lado antes de abrir a porta.

— Me espere aqui — disse, olhando para Maria. — Esse assunto é importante.

Maria franziu levemente a testa.

— Senhora… quer que eu vá com você?

— Não.

A resposta veio suave. Definitiva.

— Você não pode subir.

Maria hesitou por um segundo.

— Tudo bem, senhora… eu entendo.

Valentina apenas assentiu e saiu do carro. Sem olhar para trás.

O prédio era discreto. Nem luxuoso. Nem simples. Um daqueles lugares que existem para não chamar atenção. Ela entrou sem hesitar. Já conhecia o caminho. Já tinha estado ali antes. Em outro momento. Em outra vida.

Quando ainda acreditava em verdades que agora estavam em ruínas.

O elevador a levou até o andar correto.

E, quando as portas se abriram, ela caminhou direto.

Sem bater. Sem anunciar.

A porta estava destrancada.

E ele já estava lá.

Sentado à mesa, com uma xícara de café nas mãos, como se estivesse esperando exatamente por aquele momento.

— Senhora Diniz — disse, ao vê-la entrar.

Valentina fechou a porta atrás de si.

— Senhor Salomão.

Ela caminhou até a mesa e colocou a caixa sobre a superfície com firmeza.

Sem cerimônia. Sem rodeios.

— Qual denúncia vamos apurar hoje? — perguntou ele, já mais atento.

Valentina abriu a caixa.

Retirou a primeira pasta.

E começou.

— Sonegação fiscal em larga escala. Lavagem de dinheiro. Associação criminosa.

Ela puxou outra.

— Manipulação de provas. Obstrução de justiça.

Mais uma.

— Envolvimento indireto em assassinatos.

A última veio com mais peso.

— E responsabilidade direta na morte dos meus pais.

O silêncio caiu pesado sobre a sala.

Salomão não a interrompeu.

Apenas ouviu.Analisou. Absorveu.

Valentina apoiou as mãos na mesa.

O olhar fixo.

Frio.

— Eu quero uma denúncia completa — continuou. — Estruturada. Blindada. Sem brechas.

Ele passou os olhos pelos documentos.

— Se isso for comprovado… — disse lentamente — ele pode pegar mais de cinquenta anos.

Valentina não hesitou.

— Ele vai.

A certeza na voz dela não deixou espaço para dúvidas.

Salomão ergueu os olhos.

— Ainda falta algo.

Valentina assentiu.

— Falta.

O olhar dela escureceu levemente.

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