Entrar Via

Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 52

O salão ainda estava em polvorosa com a aparição deles.

Mas o caos diminuiu, virou correnteza organizada, abriu caminho — porque quando Rafael e Valentina se moviam, o mundo aprendia a se ajustar.

Valentina mantinha o braço enlaçado no dele, postura impecável, máscara impecável, sorriso discreto e estudado. Só que…

Quando duas figuras se aproximaram — como aves de mau agouro — aquele sorriso morreu um pouco.

Vittória Montenegro.

E Isabella Moretti.

Mãe e serpente.

As duas vinham firmes, carregando arrogância como se fosse joia.

Valentina não precisou baixar os olhos para perceber que Isabella a fuzilava da cabeça aos pés, avaliando, comparando, odiando silenciosamente.

E então Isabella sorriu.

Aquele sorriso falso que mulheres de veneno nascem sabendo fazer.

— Oi, querida… — ela disse com doçura sufocante. — Você está tão linda hoje.

A frase era um tapa.

Um “você é bonita, mas nunca suficiente” escondido no açúcar.

Valentina ficou muda.

Não por medo.

Mas pela RAIVA controlada que subiu como calor sob a pele.

Ela sabia:

Uma cena ali, e ela viraria manchete.

Uma palavra torta, e Isabella choraria na frente dos fotógrafos.

Um tom errado… e Vittória faria daquele momento o início da ruína dela.

Então Valentina deixou o veneno circular — mas escolheu o antídoto da elegância.

Ela sorriu.

Devagar.

Perigoso.

— Que isso… — murmurou com uma doçura que só quem está segurando uma adaga sabe usar. — Apenas mostrando que a família Montenegro trata muito bem sua família… ou sua nora. Ainda não decidi a palavra certa.

Isabella engoliu seco.

O sorriso dela tremeu.

Vittória deu um passo à frente, rígida como mármore rachado.

— Eu espero — disse, afiada como navalha — que você saiba seu lugar e não atrapalhe meu filho esta noite.

Os investidores japoneses estão aqui. Eles observam tudo.

Inclusive você.

Valentina virou-se para a sogra.

E sorriu como se estivesse ouvindo… sobre flores, ou clima, ou qualquer coisa que não fosse uma ameaça descarada.

— Minha sogra… — Valentina respondeu baixinho, a voz doce mas cortante — a senhora é quem está se alterando.

Eu até agora estava indo muito bem.

Ela virou o rosto para Rafael, erguendo a sobrancelha com uma sutileza elegante.

— Não é, querido?

Rafael não estava esperando ser chamado para o palco.

A garganta dele travou.

Ele pigarreou.

E pela primeira vez no baile… realmente olhou para ela.

Olhou pra valer.

Como se a máscara, o vestido, o brilho — tudo fosse uma provocação pessoal.

Valentina apertava o braço dele discretamente — não um pedido de socorro, mas um aviso:

“Não me deixe sozinha nisso.”

Rafael inclinou-se para frente, a expressão mudando como tempestade escondida atrás das nuvens.

E então…

Ele falou tão baixo que só três mulheres ouviram — mas o tom… ah, o tom fez até o sangue daquelas duas gelar.

— Se ousarem — disse Rafael Montenegro, no tom de quem decide guerras — fazer qualquer coisa aqui dentro… eu corto a cabeça das duas. Sem piscar.

Vittória arfou.

A taça tremeu na mão.

O esmalte quase lascou de tanta pressão.

Isabella ficou branca — branca de perder cor, brilho, consciência social.

Rafael então tomou o braço de Valentina com firmeza.

Não carinho.

Não gentileza.

TERRITÓRIO.

E, diante das duas adversárias, ele disse apenas:

— Vamos.

E arrastou Valentina para longe delas.

Isabella ficou estática.

Vittória permaneceu fulminando, fumegando, incrédula.

A música mudou.

Violinos suaves, graves quentes, o tipo de melodia que pede pele contra pele e um segredo no ouvido. O salão inteiro se reorganizou para o centro, abrindo o espaço como se já soubesse quem deveria ocupar a pista.

Rafael parou de andar.

Valentina, ainda segurando o braço dele, sentiu a pausa — firme, calculada, autoritária.

Ele virou o rosto para ela.

— Dance comigo. — não foi pergunta; foi ordem delicadamente mascarada.

Valentina ergueu a sobrancelha.

— Agora?

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário