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Casei com o Magnata Frio por Um Acordo Bilionário romance Capítulo 56

Valentina nem virou totalmente quando lançou:

— O que você quer, Isabella? Não tenho tempo pra joguinhos de banheiro.

Isabella riu.

Aquela risada curta, debochada, que não tem graça — só ameaça.

E então trancou a porta.

CLIC.

Ecoou na alma.

Valentina cruzou os braços.

— O que vai fazer? — disse, fria. — Vai me matar num banheiro de gala? No baile onde meu marido está me esperando?

Isabella caminhou devagar, como se desfilasse veneno.

— Não, querida. — sussurrou. — Não aqui.

Só queria saber como foi o passeio de barco aquele dia. Gostou da experiência?

A ameaça caiu entre elas, silenciosa como uma lâmina.

Valentina ergueu o queixo.

— Foi bem proveitoso. Deu pra ver como as cobras se movem quando acham que ninguém está olhando.

Isabella virou as costas, foi até a pia, abriu a torneira como se estivesse num spa de luxo.

— Que isso, querida… — ela disse, lavando as mãos com calma irritante. — Só mostrei o jeito italiano de resolver certos problemas.

Valentina soltou uma risada seca.

— Jeito italiano… ou jeito desesperado?

Isabella tremeu um sorriso, mas era um sorriso de alguém prestes a morder.

— Você está se achando, não é?

Rafael brindou a você, agradeceu você… mostrou amor na frente de todo mundo.

Mas convenhamos, Valentina: isso aqui é contrato.

E você vai cair. Em breve.

Valentina deu um passo pra frente.

— Se eu vou cair… por que você está aqui surtando?

Isabella parou de lavar as mãos.

Respirou fundo.

E virou-se, os olhos cheios de ódio cru.

— Porque eu não gosto de você. E se eu tiver que te eliminar da minha vida, eu vou fazer.

Não pense que Rafael vai estar sempre ali pra te proteger.

Basta ele desviar o olhar… — um sorriso venenoso — …e eu acabo com você.

Ela levantou a mão, exibindo um anel de brilhantes exagerado, enorme, claramente caríssimo — ou claramente falso.

— Tá vendo? Ganhei dele.

Nem punida fui pelo… “passeio”.

Pelo contrário: fui premiada.

Valentina sentiu a pontada.

Uma fisgada de tristeza.

De raiva.

De incredulidade.

Mas ela não daria o gosto.

Ela sorriu.

Calma.

Cruel.

— Parabéns, Isabella.

Mas por enquanto… — ela ergueu o queixo — se controle, senhorita Moretti. Rafael está casado comigo.

Não pega bem pra você fazer papel de amante.

Valentina se vira pra sair.

Pega a maçaneta.

Gira.

Mas antes que a porta abra completamente—

Isabella se descontrola.

UM EMPURRÃO.

Valentina é jogada pra fora do banheiro, o salto arrasta no chão, ela perde o equilíbrio—

E cai.

Direto—

nos braços de ENZO.

O perfume dele.

O olhar dele.

A mão firme segurando sua cintura.

E o sorriso perigoso, curioso… como se já estivesse esperando por aquele momento.

— Ora, ora… — ele murmura, segurando-a com força. — Parece que tropeçou na hora certa, senhora Montenegro.

A porta atrás de Valentina abriu novamente.

— Idiota.

O peito subindo e descendo num ódio sufocado.

Depois, sem conseguir responder…

ela virou as costas e saiu bufando pelo corredor, quase tropeçando no salto.

O silêncio ficou pesado.

Valentina finalmente encontrou firmeza nas pernas e saiu dos braços dele, ajeitando o vestido com mãos rápidas — não de pudor, mas de necessidade de recuperar o controle.

Enzo abaixou o olhar, examinando-a com uma preocupação real que contrastava com toda sua aura elegante.

— Tudo bem com você? — ele perguntou, a voz mais suave do que ela esperava.

Valentina respirou fundo.

— Sim. — respondeu, num tom firme. — Obrigada… por isso.

Ele deu um meio sorriso.

— Que isso.

Qualquer coisa por você, prima.

Ela engoliu seco.

Aquela proximidade… aquele jeito confiante… aquele olhar…

Algo ali era perigoso.

Sedutor.

E completamente imprevisível.

E por isso mesmo, ela precisava sair dali.

Valentina ajeitou a máscara, endireitou o vestido, levantou a postura de rainha.

— Obrigada mais uma vez, Enzo. — disse, tentando controlar até o tom da respiração. — Mas eu… vou voltar para o salão.

Ela virou-se.

E saiu.

Deixando Enzo parado no corredor…

Observando-a ir embora.

O olhar dele queimava.

Calculava.

Planejava.

Um lobo elegante assistindo o destino tomar forma.

E um sorriso lento se formou nos lábios dele.

Como se aquele encontro tivesse sido exatamente o que ele queria.

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