Entrar Via

Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 12

Quando entrei naquela casa, minhas pernas tremiam. O clã Salvatore estava reunido na sala, pareciam uma pintura renascentista, todos eram lindos, exalavam poder e dinheiro. O que eu estava fazendo ali?

Sentia a mão de Augusto nas minhas costas, o corpo dele próximo ao meu. Não sei como, mas sabia que, se saísse correndo, ele me apoiaria. Era estranho, não nos conhecíamos direito, mas eu confiava nele, pelo menos nesse ponto.

Ele tinha razão quando disse que uma taça de champanhe ajudaria. Eu já estava na terceira e me sentia mais leve, mais relaxada.

Diana parecia ser a única com vontade de me desmascarar. A irmã de Augusto era uma mulher bonita, parecia uma modelo, elegante, mas com um porte arrogante. O único que parecia um pouco mais normal era o irmão mais velho, César. Ainda assim, não me deixei enganar, se Augusto e Diana foram criados para serem donos do mundo, César, como filho mais velho, devia ser igual. Aposto que só sabia disfarçar melhor.

Os pais de Augusto, pareciam simpáticos, mas foram eles quem criaram os filhos daquela forma, então não deviam ser muito diferentes.

Já estava na quarta taça de champanhe. A bebida era boa, cara e deliciosa, só assim para encarar aquela loucura.

Depois do jantar e do bolo, os homens foram fumar charuto e falar de negócios, enquanto as mulheres se reuniram em outra sala, tal qual num filme dos anos cinquenta.

— Então, Isabella, fale um pouco mais de você — perguntou minha futura sogra. — Você trabalha com o quê?

Eu poderia enfeitar a minha vida, mas a bebida já estava alta e eu estava com vontade de provocar. Além disso, não precisava ser nenhum gênio para imaginar que provavelmente eu seria investigada.

— Passei por algumas situações e, no momento, estou trabalhando como faxineira em uma boate. — Falei com simplicidade. Foi divertido observar a reação da mulherada.

— Você era bolsista na escola do Augusto? — perguntou uma mulher que eu nem tinha reparado antes, provavelmente tentando entender como uma pobre tinha parado ali naquela sala.

— Não. Na época, meu pai tinha condições de pagar, ele queria a melhor educação para as filhas. Ele tinha uma empresa, mas depois de um tempo enfrentamos alguns problemas, e depois da morte dos meus pais, tivemos que reerguer a empresa.

— Imagino que meu filho esteja ajudando você a se reerguer. — A simpatia da sogrinha deu lugar a uma expressão mais séria.

— Bem, ele me deu um carro e um cartão de crédito, com certeza está me ajudando a me reerguer.

A avó de Augusto foi a única que riu do meu comentário, parecia se divertir com a situação. O restante me olhava com um pouco de constrangimento.

— Pensei que depois de dormir com a cidade inteira, meu querido maninho soubesse identificar uma golpista — disse Diana com naturalidade.

— Você tem toda razão. O tanto de mulher que se aproveitava dele… Lá na boate, ele pagava a conta de todo mundo. Quando nos reencontramos, eu limpava os restos de uma garrafa de uísque caríssimo, um verdadeiro desperdício. O Augusto podia pegar a cidade inteira, mas acho que nunca soube identificar as piranhas.

— E você tem planos para o futuro? Espero que o plano não seja ser sustentada pelo meu filho.

— Não, claro que não. Eu tenho planos. Muitos planos.

Capítulo 12. Nada como uma taça de Champanhe 1

Capítulo 12. Nada como uma taça de Champanhe 2

Capítulo 12. Nada como uma taça de Champanhe 3

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido