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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 17

Isabella pegou o copo de água tremendo e chorando. Tinha alguns arranhões nos braços, marcas das unhas de Aline, mas parecia nem perceber.

Eu poderia tentar explicar a situação, que Aline entrou no quarto só de roupão e me pegou de surpresa, que, logo depois de tirar o roupão, pulou em cima de mim completamente nua, que eu mal tive tempo de pensar ou reagir antes que Isabella entrasse no quarto.

Mas ela não parecia ter condições de ouvir qualquer explicação, e eu tinha experiência suficiente em situações assim, para saber que ninguém acreditaria na minha versão.

— Vou tomar banho — disse Isabella de repente, entrando no banheiro e trancando a porta.

Meia hora antes, o clima entre nós era leve, agradável. Eu tinha certeza de que seria uma noite ótima. Agora, a única certeza que me restava era que, provavelmente, Isabella pediria para eu dormir no chão, o que seria ridículo, considerando que nem éramos um casal de verdade.

Meia hora depois, Isabella saiu do banheiro, ainda em silêncio. Pegou uma roupa, voltou para o banheiro e se trocou de porta fechada. Quando finalmente saiu, sentou-se na poltrona e disse:

— Precisamos conversar.

— Eu não chamei a Aline aqui. Ela entrou tirando a roupa e se jogou em cima de mim…

— Não me interessa o que ela fez — interrompeu Isabella. — Eu percebi que o nosso acordo tem muitas questões que ainda não conversamos. Na teoria, assinar um contrato e casar parece ótimo. Mas esta é a nossa primeira noite sob o mesmo teto e já tivemos problemas. Isso mostra que esquecemos de pensar em como isso funcionaria na prática.

— Ok… quais questões?

— Quando você vai me trair?

— Como é? — perguntei, sem entender direito onde ela queria chegar.

— Não se faça de idiota, Augusto. É óbvio que você vai me trair. Se vamos ter um casamento de fachada, sem nenhum sentimento envolvido, e eu nem pretendo dormir com você, é claro que você vai me trair. Imagino que pretenda manter aquele apartamento, para onde vai levar suas futuras amantes. Mas há um problema que talvez você não tenha considerado, esse casamento não vai convencer ninguém de que você se tornou um homem respeitável e digno de confiança se continuar colecionando casos por aí. Então… você pensou nisso?

— Na verdade, não. Meu plano era encontrar uma esposa, casar e depois ver como as coisas aconteceriam — Respondi percebendo a falha óbvia no meu plano, ela tinha razão, eu só tinha pensado na parte do casamento.

— Pela sua cara, dá pra ver que não pensou mesmo — respondeu Isabella, com ironia. — Me viu lá, na merda, e me chamou, esquecendo o resto dos detalhes. Então me diga, Augusto. Quando vou encontrar outra mulher nua em cima de você?

— Eu não vou te trair.

— Vai ficar sem transar por mais de dois anos?

— Claro que não…

— Eu não vou transar com você.

— Nunca?

Isabella não respondeu. Ficamos nos olhando em silêncio por alguns segundos.

Não seria hoje, talvez nem tão cedo, mas eu sabia que existiria um dia em que nenhum dos dois conseguiria resistir à atração. Disso eu tinha certeza.

Capítulo 17. Nossas possíveis traições 1

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