Entrar Via

Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 18

Não foi uma conversa satisfatória. Ainda havia muita coisa para acertar com Augusto, mas, no dia seguinte, mantive minha atitude distante e fria.

Em público, cumpria meu papel de namorada, andava de mãos dadas, aceitava beijos no rosto e selinhos. No mais, me mantive reservada, tentando não pensar demais no quanto aquele homem era uma tentação e eu não era capaz de resistir tanto assim.

Não fomos expulsos do hotel apenas porque Augusto tinha dinheiro suficiente para abafar a confusão. Aline, por outro lado, sumiu da ilha, de forma que o restante dos dias foi mais tranquilo.

Dentro do bangalô, dormíamos com a cama dividida, uma forma simbólica de evitar constrangimentos, caso um dos dois se aproximasse do outro durante a noite.

Mas aquela viagem era mais do que uma simples viagem de casal. Era o momento em que Augusto pretendia me pedir em casamento e, no entanto, o clima entre nós estava um pouco estranho.

Quando ele me lembrou que eu era paga para representar esse papel, logo tinha ser uma pessoa fiel, no momento me senti ofendida, mas lembrei que ele estava certo, Augusto tinha me comprado para ser esposa.

— Quando você pretende fazer isso? — perguntei, dois dias antes do fim da viagem. Começava a cogitar que ele tivesse desistido da ideia.

— Isso o quê? — perguntou distraído, enquanto falava com alguém ao celular.

— O pedido. Quando você pretende fazer? E como?

— Amanhã, no fim da tarde. Podemos ir ao píer e aproveitar o pôr do sol. Vai dar uma bela foto.

— Então vou escolher um vestido de cor clara, para combinar.

E assim passamos o resto do tempo em silêncio. Um belo começo de relacionamento.

Deixei Augusto com o celular e fui para a água aproveitar os últimos dias. Pelo menos, tive a oportunidade de conhecer um lugar incrível, que me deixou com um bronzeado incrível.

Fiquei com os pés na areia, sentindo a água bater na cintura, observando Augusto de longe. Toda mulher que passava sozinha dava uma boa encarada nele — e, de vez em quando, ele também lançava olhares discretos para alguma que passava.

Camila havia me avisado que era um jogo perigoso. Eu poderia me apaixonar.

Não acreditava nisso, mas bastou um abraço e um beijo mais profundo para quase ir para a cama com ele. Talvez eu não tivesse tanta força de vontade quanto imaginava.

Meus pensamentos estavam longe quando, de repente, uma onda mais forte me empurrou para frente, me desequilibrando. Antes que conseguisse me firmar, fui puxada para trás.

Não sabia nadar e percebi que não conseguia mais ficar de pé, tinha sido arrastada para uma parte mais funda da praia.

Entrei em pânico. Tentei ir para frente, mas já não sabia onde era a frente, nem onde estava a praia. Outra onda me atingiu, me afundando. A água entrou pela boca, e eu me debatia, sem conseguir respirar.

Por um instante, meu rosto emergiu e vi o céu, um azul turquesa, quase celeste.

Eu vou morrer.

— Isa, olha pra mim! Se segura! Respira! — Augusto estava na água e me segurava com firmeza, me puxando para fora. — Respira devagar, vamos!

Me deixei levar. Ele me arrastou até a areia. Algumas pessoas olhavam. Minhas pernas estavam moles e o coração disparado. Caí sentada na areia.

— Você está bem? — ele perguntou, segurando meu rosto entre as mãos.

— Achei que ia morrer… — respondi, sem fôlego, e comecei a rir descontroladamente.

— Isa?

Capítulo 18. Descontrolada 1

Capítulo 18. Descontrolada 2

Capítulo 18. Descontrolada 3

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido