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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 173

"Augusto"

Eu não conseguia desgrudar de Isabella.

Não fazia ideia do que estava acontecendo do lado de fora daquele quarto. Precisava de respostas — saber o que tinham encontrado naquela casa, o que tinha acontecido com Carlos, como tudo tinha terminado. Também precisava saber como estava minha irmã, depois da cirurgia do Ícaro. Mas a verdade era que eu não conseguia sair daquele quarto, deixá-la sozinha.

O medo ainda estava ali. Cru. A sensação de impotência, de fragilidade, não tinha ido embora.

E, depois de ouvir os batimentos do nosso filho, sentia que precisava proteger os dois do mundo.

Se antes eu já não conseguia soltá-la, agora era pior. A ideia de deixá-la sozinha me dava pânico. Como se, ao sair de perto de Isabella, eu estivesse desafiando o destino outra vez.

Só consegui me afastar quando Camila chegou. Era a única pessoa em quem eu confiava naquele momento.

E, como havia muita coisa para resolver, me obriguei a sair daquele quarto, ir para o lado de fora.

Polícia, advogados, delegado.Nem sabia por onde começar.

Peguei o celular e liguei para Diana. Demorei mais do que devia, tudo tinha girado em torno da Isabella. Eu tinha deixado Diana sozinha para lidar com a situação e esperava que nada de ruim tivesse acontecido nesse meio-tempo, Os eventos tinham vindo em ondas, nos engolindo sem dar tempo de respirar.

Ela atendeu no primeiro toque.

— Augusto? — a voz saiu tensa. — O que aconteceu? Você sumiu. A mãe me ligou em prantos, dizendo que você bateu no nosso pai. É verdade?

— É — respondi, direto, sem rodeios. — Depois eu explico com calma. A Isabella também passou por uma situação grave, envolvendo o ex-marido. Quase morreu, mas ela está no hospital agora e fora de perigo.

Do outro lado da linha, senti o silêncio pesado, era um resumo bem sucindo de tudo e Diana era esperta o suficiente para saber que eu omitia informações.

— E o Ícaro? — perguntei. — Como ele está?

— Ocorreu tudo bem na cirurgia — disse ela, e o alívio era claro na voz. — Ele já acordou, está estável e fora de perigo. A bala não atingiu nenhum órgão vital e a maior preocupação foi a perda de sangue.

Fechei os olhos por um instante.

— Que bom… — murmurei. — Graças a Deus.

— Foi ele, não foi? — Diana perguntou, com a voz mais baixa. — Nosso pai. Foi ele que fez tudo isso. Por isso você bateu nele, não precisa mentir.

Capítulo 173. Do lado de fora 1

Capítulo 173. Do lado de fora 2

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