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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 181

"Augusto"

Quando César disse que a família sofreria um abalo, eu não imaginei que seria uma explosão de dinamite.

Desde a primeira notícia envolvendo o meu avô, tudo o que havia de podre começou a emergir. Histórias enterradas, alianças suspeitas, contratos nebulosos. Muitas empresas tinham sido destruídas por uma única matéria, bastava um escândalo; a SEG29, no entanto, tinha um arsenal inteiro de escândalos cuidadosamente guardados. Coisas que eu desconhecia e outras das quais, vergonhosamente, tinha participado.

Eu não tinha nenhuma intenção de deixar Isabella sozinha em casa, sabendo que ainda se recuperava do trauma, e eu percebia o esforço silencioso que fazia para se controlar, para fingir normalidade, para tentar voltar à rotina como se nada tivesse acontecido.

Mas, naquele momento, eu era o único da família que ainda mantinha um cargo e uma presença lá dentro. Se eu desistisse, seria o mesmo que decretar oficialmente o fim da empresa.

Então vieram as reuniões. Uma atrás da outra. Com o conselho, com o novo CEO, com diretores que tentavam manter a compostura enquanto o chão afundava sob os nossos pés. Além das responsabilidades formais do meu cargo, ainda tentava sustentar o que restava em pé, mesmo sabendo que era inútil.

O império que tanto orgulhava meu pai, os planos de expandir para o mercado internacional foram para o lixo. Tudo derretia de forma irreversível, escorrendo entre os dedos de todos nós.

Em alguns momentos, durante aquele caos, olhei ao redor e tive certeza de que tudo estava acabado.

A reação tinha sido imediata. Imprensa, processos judiciais, Ministério Público. Era um ataque coordenado, preciso, impiedoso.

Meu objetivo sempre fora levar meu pai à Justiça. Mas Diana… minha irmã passou por cima de qualquer limite como um rolo compressor. Eu sabia que era ela. Não havia como ser outra pessoa. Só Diana conhecia as pessoas certas, os caminhos certos, os momentos exatos para provocar um colapso dessa magnitude.

Ela tinha passado anos estudando, aprendendo a construir a imagem da empresa e agora a lançava deliberadamente na lama.

E eu não a impedi, em nossas conversas por telefone nem mencionava o assunto.

Assisti ao mundo ruir em silêncio.

Meu pai desapareceu. Minha mãe também. O único contato que eu ainda mantinha era com minha avó, que me contou que os dois tinham se refugiado em uma casa no interior. Fugir do mundo. Esperar a poeira baixar.

Mas aquela poeira levaria anos para assentar. Se algum dia assentasse.

Em mais uma reunião de emergência, discutimos por horas os ataques, a debandada de clientes, os contratos rescindidos. Com esforço quase desesperado, consegui manter alguns poucos — protegidos por acordos rígidos de confidencialidade, nenhum cliente queria ser associado a SEG29.

Mesmo assim, naquele ritmo, tudo desmoronaria em menos de um ano. Com sorte.

César não voltou para a empresa, como prometido, apareceu apenas para fazer uma breve despedida, abaixando mais ainda a moral do lugar, o primogênito abandonava o navio.

Quando a notícia chegou pelo celular, eu me preparava para voltar para casa. Isabella já tinha retornado, e eu queria vê-la, saber como ela estava depois de sair sozinha pela primeira vez.

A mensagem era de que Carlos, depois de duas semanas em coma, não resistiu e outra informação, Isabella tinha ido visitá-lo no hospital e não tinha me avisado.

Não soube o que pensar. Não acreditei que ela fosse capaz de algo extremo — desligar aparelhos, puxar um cabo. Quem me contou disse que ele tinha chances, mas não era certeza.

Minha secretária bateu à porta para avisar que John queria falar comigo.

Confesso que me surpreendeu a ousadia. John tinha sumido, nunca atendeu nenhuma ligação e nunca ligou de volta. Na antiga empresa, ninguém sabia dizer onde ele estava. A conclusão parecia óbvia: ele tivera participação na falha de segurança, e isso atrasara todo o processo de resgate.

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