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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 192

"Isabella"

— Karina, se calma acalma um pouco — olhei em volta e não havia nada ali, nem uma água para oferecer a ela. Então me aproximei e coloquei a mão em seu ombro. — Nós podemos dar um jeito. Você não precisa fugir assim, com um recém-nascido.

Filho do Marco Aurélio. Ainda tentava processar aquela informação.

— Não. — Ela disse de repente, levantando-se e enxugando as lágrimas. — O único jeito é fugir. Eu conheço a família de vocês. Trabalhei ali calada por anos, espionando o Marco Aurélio, indo para a cama com ele. Eu sei bem do que são capazes. Meu filho é um Salvatore, mas no momento é só um bebê. Quando ele for forte o suficiente, vai voltar. Mas agora eu preciso de dinheiro para ir embora. Eu tenho provas que podem, sim, incriminar o Augusto. É uma troca.

É chantagem, pensei. Tinha certeza de que ela estava envolvida na morte do Marco Aurélio, mas, ao enxergar a situação com mais clareza, percebia que ainda faltavam peças para entender tudo.

— De quanto você precisa? — perguntei apenas para ganhar tempo.

— Dois milhões de dólares. Eu fiz os cálculos. Sei que vocês têm esse dinheiro, e nem é muito, se for parar para pensar, é mais que o suficiente para recomeçar a vida em outro lugar.

Karina estava louca, só podia ser essa a explicação. Que Augusto conseguisse dois milhões de dólares era óbvio, mas achar que aceitaríamos dar esse dinheiro, ainda mais em um momento tão delicado, era o mesmo que admitir uma culpa que nem era dele.

— Isso não vai acontecer — falei, séria. — Isso é loucura. Você acha mesmo que vamos transferir dois milhões de dólares? Não. Nós vamos à delegacia. Se o seu filho é mesmo do Marco Aurélio, vou garantir que ele seja registrado e receba o que lhe é de direito, como os outros filhos.

— E você tem algum poder? Você casou com o Augusto por contrato, o Marco Aurélio te odiava — Ela rebateu.

— Eu tenho mais poder do que você pensa. Karina, pare e pense. Antes que consiga sair daqui, a polícia vai te encontrar, e vai ser pior.

— Eles não vão me encontrar, nem sabem quem eu sou. E eu sei que você não vai falar nada, você quer proteger o Augusto, por isso veio aqui sozinha.

Ela já não chorava mais. Tinha recuperado o controle e falava com seriedade e firmeza.

Andei de um lado para o outro, tentando pensar. Augusto não era culpado de nada; aquela foto era claramente uma manipulação. Karina, com toda certeza, tinha mais provas forjadas. O trabalho e a proximidade com a família lhe deram armas para barganhar e conseguir inventar coisas. Não ia ceder a essa chantagem barata, sabendo que o meu marido era inocente.

— Tudo bem, quer saber? Você quer levar essas provas à polícia? Leve. Assim eles podem investigar e descobrir a verdade, mas não espere que vou pagar um centavo.

— Eu vou soltar tudo na internet.

— E vai mudar o quê? Olha lá fora, é só o que falam sobre o Augusto. Talvez até seja melhor. Seja lá o que você tiver, a polícia pode investigar. E vou repetir, não vamos ceder.

Karina me encarou, os olhos arregalados diante da minha mudança de postura. Eu poderia tentar resolver aquilo de forma pacífica, se ela fosse razoável. Ainda havia um inocente no meio, mas chantagem, não, eu me recusava a aceitar.

Ficamos em silêncio por um momento. Ela, com certeza, pensando no que fazer, quando o bebê acordou, soltando alguns barulhinhos antes de começar a chorar no carrinho. Karina foi até ele, apressada, pegou-o no colo e começou a niná-lo.

Marco Aurélio jamais se deixaria chantagear ou vir a público por causa dessa criança. Mas agora ele estava morto. Quem impediria? Úrsula? Não, minha sogra não teria tanto poder e no momento estava fragilizada demais, talvez a avó de Augusto fizesse algo para evitar mais esse escândalo?

Minha cabeça girava, tentando vislumbrar o melhor caminho, quando um barulho na porta indicou que alguém tentava entrar. A porta estava trancada, então a pessoa bateu com força.

— O que você fez? — Karina falou baixo, assustada.

— Nada. Não chamei ninguém — respondi, já imaginando quem era.

Fui até a porta e a abri. Sem surpresa alguma, vi Augusto parado ali, furioso, sabia que me procuraria no momento que percebesse que eu não estava mais no hospital.

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