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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 254

"Júlia"

—Vou fazer o primeiro ultrassom semana que vem, quer ir comigo? Claro que ainda é muito cedo, não vai dar para ver nada, mas vamos ouvir o coração do bebê, ver se está tudo bem — Comentei empolgada.

César me olhou com uma expressão estranha. Nos últimos dias, ele parecia mais cansado, sério e pensativo. Eu tentava conversar, trazer assuntos sobre o bebê, sobre o nosso relacionamento, mas, apesar dele dizer que era apenas cansaço e nada demais, não parecia nem um pouco empolgado.

Assim ficava bem dificil ganhar mais confiança. Diante do muro de gelo que César parecia criar ao redor de si, meu trabalho parecia impossível.

— Tem certeza de que quer que eu vá? — César perguntou com a expressão séria.

— Claro. Você é o pai.

Mais uma vez ele não esboçou nenhuma reação diante da afirmação. Meu instinto dizia para correr.

Em geral, eu sabia quando havia algo errado. Em outra situação, desapareceria da vida de César. Os sinais eram claros.

Entretanto, não tinha como fugir. Só me restava identificar o que estava acontecendo.

— Estava pensando… depois que o bebê nascer, vai ser difícil com você quase todos os dias fora durante a madrugada…

— Posso tirar alguns dias de folga.

— Claro… como você viu, os primeiros meses são complicados. O Adam é um bebê calminho, mas dizem que o segundo pode vir completamente diferente. Criar um filho sendo dono de uma boate é dificil. Você pensa em vender a Lush? Quer dizer, você disse que tinha planos de abrir outros negócios… aquele bar com música ao vivo, que ficaria aberto durante o dia… ainda pensa nisso?

César me olhou como se analisasse cada palavra. Era um olhar penetrante, que me deixou apreensiva, tinha feito a pergunta na hora errada.

Depois de um momento em silêncio, respondeu seco:

— Não penso em vender a Lush, mesmo que abra outros negócios.

Ele falou com convicção. César só se desfaria da Lush diante de algo muito sério.

Mas Romeo queria o lugar… e, por um momento, senti medo.

Depois do almoço, percebendo que a conversa com ele não evoluia para lugar nenhum, peguei o carrinho com Adam e fui para casa. À noite, Romeo tinha combinado de me encontrar e me levar para uma festa.

Eu tinha que admitir que gostava de Romeo. Cada dia mais. Do jeito que ele me fazia sentir, especial e importante. Tinha consciência de que era loucura me deixar levar pelo charme dele, sabendo que era perigoso. Mas, ao mesmo tempo, era excitante.

Fui obrigada a dar dinheiro para a minha mãe, para ela parar de falar — ou mencionar para César — que eu dormia fora quase todos os dias. Tinha certeza de que ela não falava nada para o César porque o telefone dele ainda era clonado, eu veria as mensagens.

Em casa, dei banho em Adam, troquei, dei comida e, depois, tomei um banho demorado. Me vesti com um vestido maravilhoso que comprei. Romeo queria que eu estivesse deslumbrante para exibir — como ele mesmo disse.

Coloquei brincos de diamante, colar e o anel de noivado.

— O que você está fazendo da sua vida? Não me diga que agora é uma puta de luxo — minha mãe disse, me olhando de cima a baixo.

— Não. Sou mulher de um homem só.

— Que não é o César.

— Mãe, a senhora sempre disse que o César não me merecia. Olha pelo lado bom: ele está livre de mim. Agora estou com alguém que me merece.

— Ou seja, um bandido, não venha me convencer que é um homem decente que te deu tudo isso.

Não neguei. Ela tinha razão e eu já tinha entendido isso.

Me olhei no espelho. Era a imagem de uma mulher cara , o look completo valia o preço de um carro. Não havia como negar que gostava da minha imagem.

Romeo mandou um carro me buscar e me encontrou na porta de um restaurante, fechado para uma festa de aniversário.

— Você está maravilhosa — ele disse, me puxando e me beijando. — E nosso filho?

Ele passou a mão na minha barriga de forma carinhosa. Sorri, dizendo que estava tudo bem.

Tentei refrear os sentimentos, mas o gesto me deixou amolecida. Romeo me conquistava. Me dava tudo que eu queria — mas também me dava carinho e proteção.

Dentro do restaurante, ele me puxou pela mão, cumprimentando as pessoas e me apresentando como noiva.

E eu gostava demais daquilo.

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