"César"
Júlia acordou cedo, preparou o café e iniciou o processo para abrir o pequeno restaurante, enquando peguei o carro emprestado e fui até o apartamento que tinha alugado pegar as minhas coisas.
Nunca tinha feito nada na vida além de estudar e me sentar atrás de uma mesa enquanto os outros faziam as coisas por mim.
Mas tinha consciência de que não poderia deixar Júlia sozinha fazendo tudo, me prontifiquei a ajudar e ela me ensinou como tudo funcionava. Com o barrigão de oito meses, ela limpava a cozinha e servia os clientes, disse que de vez em quando uma jovem vinha para fazer o serviço pesado.
Aprendi a limpar, carregar peso e fazer o trabalho mais naquele momento para Júlia. Disse que ela podia ficar atrás do balcão e fiquei na área externa, que tinha apenas quatro mesas.
Em geral Júlia fazia hambúrguer, hot-dog e batata frita, os clientes eram poucos mas frequentes.
E assim foi meu primeiro dia.
À noite, pontualmente, os caras voltaram na mesma caminhonete, rindo do mesmo jeito — principalmente da minha cara, que estava inchada, ganhando um tom roxo.
Paguei o valor com o meu dinheiro, deixando o ganho do dia para Júlia. Tentei disfarçar, dizendo que era apenas um amigo e que o valor nem era meu. Eles não podiam achar que eu era um homem com dinheiro, depois que foram embora, limpei o lugar e fechei a porta.
Quando subi para o apartamento, Júlia cozinhava. Enquanto trabalhávamos, não era estranho. Mas dentro da kitnet, sem espaço, era diferente. Por vários minutos ficamos em silêncio. Ainda era difícil conversar normalmente. O passado entre nós ainda era um abismo, mais fresco do que eu tinha imaginado. Toda aquela situação era surreal demais.
Ela serviu o jantar, e comemos juntos.
— Seu pai sabe que você está aqui?
— Não. Ninguém da minha família sabe.
— Não precisava ter pago o valor com o seu dinheiro.
— Não vamos discutir isso. Guarde o dinheiro para quando seu filho nascer.
Ela abaixou a cabeça, comendo em silêncio, parencia um magoada com as minhas palavras.
— Eu sei que não mereço perdão, mas saiba que me arrependo de tudo, eu foi iludida e ingênua. Poderia ter sido nosso filho — disse baixinho.
Senti o golpe, as lembranças turbulentas. Não queria, mas não consegui evitar sentir raiva, de Caio por ser um lixo e de Júlia, principalmente dela, que era uma menina inteligente e tinha se deixado levar para aquela sujeira.
— Não vamos fazer isso, Júlia. Não vamos por esse caminho, não adianta viver no passado.
— Desculpa.
— Não quis ser grosso…
— Não, tudo bem. Você tem razão.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido
Ta demorando muito,um capítulo so por dia é extremamente pouco, da vontade de largar....
Até o capítulo 142, pularam alguns capítulos, agora vai p o 224...
Perfeito!...