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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 235

"Camila"

Quando parei, entre assobios, gritos e aplausos, não me mexi. Fiquei encarando César, que me encarava de volta, fixamente.

Fabrício se aproximou dele e falou alguma coisa perto do seu ouvido. César ouviu sem tirar os olhos de mim.

Outra pessoa passou e falou com ele, o segurança da Lush.

A compreensão veio lenta demais: minha recontratação, aceitarem que eu fizesse o show, a venda da Lush, o Fabrício desviando do assunto. Com o olhar fixo nele, compreendi o que estava na minha cara.

César estava ali. Ele era o novo dono.

Ele tinha comprado a Lush do Isaac.

Sem pensar duas vezes, desci do palco e me meti na multidão, que se abria para eu passar. Sem pensar em nada, sem reparar em nada, segui na direção dele, decidida.

César não se mexeu, continuou ali parado, sabendo que eu vinha em sua direção. Me sentia enganada, manipulada, sei lá. Com raiva. Fervendo.

Quando venci a multidão e cheguei perto dele, parei. Ele não disse nada, nem tentou se explicar.

Aquilo foi a gota d'água.

Antes que eu pensasse duas vezes, minha mão se moveu, acertando em cheio o rosto de César. O estalo foi abafado pela música alta, mas quem estava perto viu o tapa, Todo mundo em volta percebeu, criando uma tensão imediata.

Fabrício arregalou os olhos, aproximando-se sem saber o que fazer.

César não reagiu, aceitou o tapa. Respirei fundo e saí andando — mas não para ir embora.

Fui para a sala que era do Isaac, subindo as escadas para o segundo andar. Se a sala agora era de César, ele me seguiria.

Entrei empurrando a porta. Um olhar rápido foi suficiente para saber que eu estava certa, não que houvesse dúvida. César era o dono da Lush.

Como?

Por quê?

Desde quando?

Minha prima sabia?

Minha cabeça fervilhava de perguntas sem resposta.

Não precisei esperar muito. Ele apareceu com aquela cara de culpado, o que me deixou com ainda mais raiva.

— Desde quando? Desde quando você é dono da Lush?

— Desde que voltei — ele entrou na sala, fechou a porta e deu a volta na mesa para ficar na minha frente. — Eu queria consertar o que meu pai fez.

— Seu pai…?

A clareza me atingiu como um raio.

— Seu pai foi o responsável pela minha acusação… Isso explica tudo… Meu Deus… Maldito dia em que a Isabella aceitou esse casamento com o Augusto.

— Eu queria te devolver o que era seu.

— Meu?

Eu ri. Uma risada desesperada, sem humor.

— Só que o que você fez até agora foi mentir. Me manipular.

— Eu não te manipulei.

— Não? Você pediu para o Fabrício ir atrás de mim e oferecer qualquer coisa pelo meu retorno, sem falar que você era o dono. Qual é o seu problema?

— Me desculpe. De novo, eu sabia que se ele falasse que eu era o dono você não aceitaria voltar.

Capítulo 30 1

Capítulo 30 2

Capítulo 30 3

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