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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 236

"Camila"

— Não, você não vai fazer isso! — Lucy disparou, a voz ecoando pelas paredes do meu quarto bagunçado. — Levanta daí agora, coloca uma roupa que te faça parecer uma deusa e vai até a Lush. Você vai dizer que sim, que continuar trabalhando lá, e mais: vai exigir um aumento.

— Fala baixo sua louca, minha mãe vai escutar ou pior, a enxerida da minha prima.

— Ouviu o que eu disse — Ela falou de novo, mas em um tom de sussurro — Você não vai desistir.

Ela falou com uma convicção que eu não tinha, na verdade eu não tinha nada, estava em frangalhos. Lucy tinha ouvido cada detalhe da minha história com César, desde o momento em que ele entrou na minha vida até o desastre na sala dele.

Depois que saí da sala dele, corri para casa, me enterrei nos lençóis e chorei até que a minha cabeça começar a latejar, era um choro escondido, abafado pelo travesseiro, o tipo de luto que a gente guarda para as coisas que nem chegaram a ser, mas que doem como se tivessem sido tudo. Mas o luto durou pouco; no dia seguinte, Lucy estava esmurrando a minha porta, exigindo saber o que tinha acontecido.

— Você ficou louca? — respondi, minha voz rouca pelo choro. — Eu não vou voltar. É muita humilhação. Aquela família acha que todo mundo é um produto que eles podem comprar, usar e descartar do jeito que bem entender.

— Querida, quase todo mundo neste mundo é um produto à venda — Lucy retrucou, caminhando até o meu armário e jogando um vestido sobre a cama. — Olha só a namorada dele; no primeiro suborno, ela cedeu. Mas você é maior do que isso. O pai desse homem te prejudicou de várias formas, tirou seu chão. Refaça seu nome lá dentro. Ele tem a obrigação moral de te dar esse emprego. E quando você decidir sair para algo maior, ele vai ter que dizer ao mercado que você é a melhor profissional que já passou por lá, que tudo foi um "engano".

— Não, eu me recuso, não posso fazer isso comigo mesma — insisti, abraçando os joelhos.

— Olha para mim... — Lucy se agachou na minha frente, forçando-me a encará-la. Seus dedos tocaram meu queixo, erguendo minha cabeça. — Erga esse rosto e vá à luta. Você tem todo o direito de estar naquele espaço. Além disso, houve o show. Você destruiu no palco, foi magnífica. Por que abrir mão do seu talento por causa de um cara que nem tem coragem de assumir o que sente?

— Eu não posso ficar lá, Lucy... olhando para a cara dele todos os dias, é masoquismo.

— Claro que pode! O cara foi burro o suficiente para te trocar por uma mulher que o trocou por dinheiro. Ele merece que você esfregue na cara dele, todos os dias, que você seguiu em frente. Deixe que ele seja atormentado pela escolha errada, não você.

— Eu não sou assim, você sabe. Não sou vingativa.

Capítulo 31. 1

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