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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 244

"César"

Depois que Camila saiu correndo, precisei de alguns minutos na penumbra do bar para que meu corpo recuperasse o controle. O ar parecia insuficiente. Ali, cercado pelo cheiro de gim e adrenalina, a ficha finalmente caiu, eu tinha estragado tudo. Era Camila. Sempre foi ela.

Sentir o corpo dela encaixado no meu, a urgência do seu beijo... aquilo era real. Cada dia mais, só tinha olhos para ela, observando cada passo cada sorriso, eu era a porra de um obcecado.

E agora, teria que encarar a tortura de trabalhar lado a lado, sentindo o rastro do incêndio que tínhamos acabado de começar, mas que eu mesmo apagara com minha hesitação.

Minha mão latejava. Olhei para os nós dos dedos avermelhados pelo soco que dei naquele desgraçado. A audácia de Viktor em sugerir que Camila se vendesse despertara em mim um instinto assassino que eu mal sabia que possuía.

Voltei para o escritório e não perdi tempo. Salvei as imagens de Viktor e as enviei para um contato de segurança da antiga empresa que fazia a minha segurança pessoal. Eu queria o dossiê completo, nome, origem, antecedentes. Queria saber exatamente o que tinha vindo fazer aqui.

— Fabrício, avise a todos. Aquele cara está proibido de colocar os pés aqui — ordenei assim que ele entrou na minha sala. — Se ele aparecer na calçada, eu quero saber.

— Pode deixar, chefe. Ele não chega nem perto do quarteirão.

Voltei para casa e fui recebido pelo silêncio pesado deixado pela partida de Júlia. Naquela quietude, consegui organizar meus pensamentos. Eu amava Camila. Essa era a única verdade absoluta. O que eu sentia por Júlia era uma mistura de nostalgia e uma culpa corrosiva por um passado que eu não podia mudar.

O que aconteceu naquela noite de bebedeira não poderia se repetir; não havia mais nada entre nós além de culpa e ressentimento, sentimentos que deveriam ser enterrados.

No dia seguinte, fui visitá-la. A mãe de Júlia me recebeu com um olhar de recriminação, mas Júlia garantiu que estava tudo bem e me convidou para acompanhá-la no shopping com Adam.

— Você sumiu — ela disse, empurrando o carrinho, a mágoa na voz era evidente.

— Eu sei, me descupe, mas eu tinha muita coisa para resolver, além da Lush, ainda tem o Augusto enfrentando a acusão de assassinato,

— Você acha que ele matou seu pai? — ela perguntou, de repente.

— Tenho certeza que não.

Houve um hiato de silêncio. Eu precisava colocar as cartas na mesa.

— Júlia, eu queria te falar uma coisa...

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