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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 248

"Júlia"

Eu precisava comover César. Precisava envolvê-lo nessa gravidez de um jeito que ele não pudesse escapar. Por isso escolhi um vestido rosa claro para me dar um ar doce e maternal, deixei os cabelos soltos e usei apenas um brilho labial. Quando ele me encontrou meses atrás, eu era apenas um trapo, mas agora, a vida tinha devolvido o viço ao meu rosto.

Peguei Adam no colo. Meu filho estava crescendo, perfeito e esperto.Logo teria o lar que merecia, com um pai que faria tudo por ele. Ignorei o olhar de reprovação da minha mãe, eu não pretendia morar naquela casa por muito mais tempo.

Parei em uma loja de artigos infantis, comprei um macacãozinho amarelo — neutro, para manter o suspense — e fui direto para o apartamento de César. Queria fazer uma surpresa, mesmo ele soubesse que existia a possibilidade de uma gravidez.

Como tinha a senha. Subi sem avisar.

Diante da porta, respirei fundo. Aquele filho não era de César. Era fruto de uma noite com um desconhecido que pagou para me ter, alguém cujo nome eu sequer sabia. Mas César era minha tábua de salvação. Desde a morte de Caio, eu vivia no limbo, fugindo de dívidas e sombras. César era a paz que eu precisava roubar.

Toquei a campainha e esperei ansiosa. Ele abriu a porta com a cara amassada de sono, sem camisa.

— Júlia?

— Oi... eu precisava conversar com você.

Ele hesitou, mas me deu passagem. Entrei, sentindo a formalidade dele como um balde de água fria. Ele ofereceu água, suco, como seu fosse apenas uma visita.

— Vou ser direta. É um momento delicado — falei, entregando a caixa de presente.

César olhou para o embrulho com dúvida. Demorou uma eternidade para abrir. Minha ansiedade me matando, mas ele apenas ficou olhando para o conteúdo da caixa.

— César? — chamei, vendo que ele apenas encarava o macacãozinho.

— Eu estou grávida. O teste deu positivo — Falei o óbvio, pelo jeito ele precisava ouvir.

Não houve festa. Nem um sorriso, não era a reação que eu esperava.

— Me desculpe a reação... é que muita coisa aconteceu nos últimos dias — ele disse, com a voz cansada.

Contive a frustração e mantive o papel de garota chateada, assustada.

— Eu sei que não é o ideal. Minha vida é complicada, o Adam ainda é um bebê... eu não planejei isso, César. Mas esse filho é parte de mim. Eu o quero e queria que você o quisesse comigo.

— Eu quero. Eu disse que não te abandonaria e vou cumprir minha palavra. Esse filho não tem culpa de nada. Vou criá-lo com você, me desculpe de novo pela minha reação — ele se aproximou e me abraçou.

Aconcheguei-me nele, mas minha mente voava para Viktor e para o desconhecido. Eu precisava de mais.

— O que vamos fazer? Qual o próximo passo? — perguntei, soltando-me dele. — Você vai querer acompanhar tudo de perto?

Eu esperava o convite para morar ali, ficar o junto com ele.

— Claro. Vou às consultas, pedirei indicação de médicos para minha irmã... me responsabilizo por todas as despesas. Podemos contratar uma babá para te ajudar com o Adam na casa da sua mãe, para não sobrecarregá-la.

Olhei para ele, indignada. Ele achava que podia apenas pagar a conta e me manter à distância?

— E nós, César? — Perguntei indignada.

— Júlia... eu vou assumir o nosso filho.

— E só? É isso? Sou um lixo que você usou e descartou? — comecei a chorar, a frustração transbordando. — Você vai me abandonar grávida!

— Eu não estou te abandonando!

— Está, sim! Eu quero que meu filho tenha uma família! Um pai presente!

Ele tentou me guiar até o sofá, pedindo calma, mas eu já estava no ápice da minha encenação, que tinha muito de verdade.

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