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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 25

Isabella vinha trabalhando em alguma coisa nos últimos dias. Tinha pedido dinheiro, mas não explicou pra quê. Imaginei o que meu pai diria se soubesse que eu estou distribuindo dinheiro assim , ainda mais para a minha noiva de mentirinha que eu mal conhecia e já dividia a casa.

Mas o problema nem era esse. Isabella animada e empolgada era algo com que eu não estava sabendo lidar, porque todo dia que eu chegava em casa, ela estava na cozinha fazendo alguma coisa, geralmente algo totalmente fora da minha dieta.

Agora, eu abria a porta e a casa cheirava a bolo de chocolate.

Pipoca veio me receber na porta, feliz em me ver. Já o gato caramelo tinha se bandeado pro lado de Isabella e vivia grudado nela, quase esquecendo da minha existência.

Cheguei na cozinha e, na bancada, tinha um bolo majestoso, com uma cobertura que deveria ser um crime.

— Lindo, né? — ela disse, empolgada. — E, pra comemorar, hoje eu fechei um acordo com outra empreiteira. Sou agora sócia do concorrente do Carlos.

Isabella contava tudo enquanto cortava uma fatia do bolo, parecia delicioso, com direito há uma cobertura de brigadeiro era uma verdadeira bomba calórica.

E o pior de tudo, usava um vestido vermelho de alcinha um pouco decotado demais.

— Esse é seu plano de vingança? Pensei que faria algo mais simples.

O bolo também tinha recheio de chocolate, e eu não conseguia tirar os olhos dele e por consequência também não conseguia tirar os olhos do decote de Isabella.

— O que você considera simples?

— Fazer uma oferta e comprar a empresa de volta... pedir pra uns amigos fazerem uma visitinha na madrugada... difamação...

— E eu achando que o meu plano era ilegal.

— Você precisa expandir a mente meu amor.

— Gosto do meu plano.

— Você quer roubar os clientes do seu marido, mas ele pode conseguir outros.

— Para de azedar a minha ideia, eu vou atingir o Carlos de uma forma que ele.nem vai saber o que aconteceu — ela disse, jogando um pano de prato em mim.

Conviver com a Isabella estava sendo mais fácil do que eu imaginava. No começo era estranho chegar em casa e ter alguém ali.

Agora, eu chegava e, quase sempre, tinha cheiro de comida invadindo o ambiente — nem sempre porque ela estava cozinhando. Teve um dia que a peguei comendo um lanche com batata frita, e achei uma afronta fazer isso na minha cozinha.

Eu continuava insistindo pra que ela fizesse exercícios, o que ela fazia reclamando, é claro. Continuava dormindo com remédio, mas dormia mais cedo, já que acordava cedo também.

Era a primeira vez na vida que uma mesma pessoa dormia na minha cama por uma semana inteira. Em geral, eu dormia fora uma ou duas noites, mas depois de alguma transa voltava pra casa.

A diferença é que, dessa vez, apesar de dormirmos juntos há dias, não rolava nada. Depois do que aconteceu com a Aline na viagem, Isabella fingia que não me via como homem, como se eu fosse só um colega de quarto com quem ela dividia cama e rotina.

Capítulo 25. Bolo de chocolate 1

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