"César"
— Pelo amor de Deus, no que você se meteu? — Augusto gritou ao telefone.
Para evitar um encontro pessoal, eu liguei. Tinha certeza de que estava sendo seguido, então era melhor manter distância. Ainda assim, precisei avisar, sem entrar em detalhes, que ele precisava ficar atento a qualquer movimentação estranha.
E, depois de tudo que tínhamos passado, Augusto ficou furioso por ser obrigado a temer algo que nem sabia o que era.
— Nada que você precise saber. Acredita em mim.
— Tem a ver com o incêndio da Lush? Você se meteu com algum traficante?
— Claro que não. Sim tem relação com o incêndio, mas não é isso. Olha… quando eu resolver isso, a gente senta e eu te conto tudo. Por enquanto, é melhor você não saber.
Augusto bufou do outro lado da linha, claramente irritado, mas prometeu ficar de olho.
Esse era o primeiro passo. Agora eu precisava encontrar José.
Por segurança, ele marcou em outro lugar, longe da delegacia, concordei mesmo acreditando que não adiantava nada, Romeo sabia muito bem que me encontrava com a policia.
Quando cheguei no local, nada mais era que um clube de futebol, discreto, movimentado o suficiente para não chamar atenção.
— Você tá com uma cara péssima — ele comentou assim que me aproximei.
Eu sabia disso. Nem depois de dormir um pouco o cansaço tinha passado. Meu braço latejava, e eu tinha engolido três analgésicos só para conseguir chegar até ali.
Não queria perder tempo.
— Descobriu alguma coisa?
Ele pegou um tablet e me entregou.
— Menos do que eu gostaria… mas dá uma olhada.
O vídeo começou, era o homem do incêndio em outro local.
— Identificar ele não foi difícil — José continuou. — Já rodamos reconhecimento facial. É só mais um criminoso de aluguel. Ficha extensa… aceita qualquer serviço por dinheiro. Já está sendo procurado.
Ele mudou o vídeo, outro ângulo. O mesmo homem… entrando em um carro.
— O carro é roubado. Não dá pra saber quem estava dirigindo — José explicou. — Ou seja, por enquanto, não temos muito. Mas um nome apareceu.
— Quem?
— Isaac. O antigo dono da Lush, ele se envolveram em um processo de vendas de drogas, mas o Isaac foi inocentado.
Meu maxilar travou, assim como Romeo tinha dito.
— Alguma conexão com Romeo ou Viktor? — Perguntei já sabendo a resposta.
— Ainda não. Mas, se pegarmos esse cara, ele pode falar alguma coisa útil. O mais provável é que o antigo dono da Lush tenha pago para ele fazer o atentado. Pelo que entendi, o cara não ficou feliz em vender para você e não vou nem perguntar por quê.
José fez uma pausa antes de continuar:
— E tem mais. Um dos meus contatos disse que o Viktor voltou a fechar negócios com outras boates.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido
Ta demorando muito,um capítulo so por dia é extremamente pouco, da vontade de largar....
Até o capítulo 142, pularam alguns capítulos, agora vai p o 224...
Perfeito!...