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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 262

"Camila"

“Me encontro no restaurante Flor de Sal. Precisamos conversar.”

A mensagem de César brilhava na tela, desarmando minhas defesas. Ele havia dito no hospital que se manteria longe, que era perigoso… mas lá estava eu, uma boba apaixonada, ignorando todos os avisos. Ele precisava de ajuda. O incêndio criminoso na Lush tinha sido um ataque cruel. E, além disso, César havia voltado para aquele prédio em chamas para me buscar, eu não precisava de mais nada para confiar nele.

Contra a vontade da minha mãe, pedi um carro de aplicativo com a desculpa de que precisava ver Lucy, saber como ela estava, mas fui para o endereço indicado. Porém, o local do encontro era afastado demais… silencioso demais. Por que César me encontraria ali?

O restaurante parecia uma fachada em meio ao nada. Ignorei o aperto no peito, o instinto gritando que algo estava errado.

Saí do carro, que logo foi embora, e caminhei alguns passos, olhando ao redor. Era uma rua deserta, e o resturante estava fechado quando me aproximei, as luzes estavam apagadas, não tinha nenhum carro no estacionamento e não se ouvia nada. Do lado esquerdo tinha o que parecia ser uma fábrica, e cheguei perto para ver se tinha algum nome.

Uma sensação incômoda de que eu não estava sozinha, me incomodava. Olhei em volta, alguns carros estavam estacionados na rua. Peguei o celular para mandar uma mensagem para César quando senti um empurrão.

Uma mão bruta surgiu por trás, abafando meu grito com força. Outra agarrou meu braço, torcendo-o com uma violência que me tirou o fôlego, o celular caiu no chão. Tentei reagir — chutei, me debati contra o corpo pesado —, mas meus pulmões, ainda castigados pela fumaça do incêndio, falharam. Fui tomada por uma crise de tosse violenta.

— Fica quieta! — uma voz rouca, impregnada pelo cheiro de cigarro, rosnou no meu ouvido.

Fui jogada no banco de trás de um carro em movimento. Minha garganta ardia, cada respiração era um esforço. Dois homens na frente e um ao meu lado, apontando uma arma.

Enquanto o carro avançava por terrenos baldios e fábricas abandonadas, o medo gelava meu sangue. Eu sabia que isso tinha a ver com a Lush… com César… e com aquela ex-namorada doida.

Quando paramos, fui arrancada do carro e arrastada para dentro de um prédio em ruínas. Sem cerimônia, me jogaram em um quarto úmido e prenderam meus pulsos acima da cabeça.

O pânico percorria minhas veias, mas me recusei a desmoronar. Tentei respirar fundo, controlando a tosse.

Olhei ao redor. Um quarto vazio. Eles tinham me deixado sozinha. Minha mente começou a tecer os piores cenários possíveis, imagens horrendas invadindo meus pensamentos. Meu maior medo era deixar minha mãe sozinha.

Senti os olhos arderem. A vontade de chorar me engolia.

Era uma armadilha. Disso eu tinha certeza.

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Júlia

Quando entrei no galpão, Camila já estava devidamente “acomodada”.

Amarrada à parede, os braços erguidos, o corpo tensionado pelo esforço de se manter de pé. A respiração dela era irregular, mas o que mais me impressionou foi a postura. Ela ainda tentava manter o queixo erguido, mesmo com as lágrimas escorrendo pelo rosto.

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