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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 264

"Júlia"

Eu andava de um lado para o outro, os saltos ecoando no chão de concreto sujo, marcando o ritmo da minha impaciência. O ar no ambiente era pesado, carregado pela minha irritação.

Romeo, encostado na parede, me observava em silêncio, como se estivesse assistindo a um espetáculo particularmente interessante.

— Você está andando assim há mais de dez minutos — comentou, com a voz calma, quase entediada. — Posso saber por quê?

Parei bruscamente e me virei para ele. Era complicado explicar que Camila me irritava… me irritava até mesmo presa ali, a poucos metros de mim.

— Essa demora me deixa ansiosa — falei, me encostando nele.

Um leve sorriso surgiu no canto da boca dele.

— Parece mais do que ansiedade. O motivo da sua irritação é meio… previsível.

Ele me olhou sério, com um ar analítico. Contive a vontade de mandá-lo calar a boca e me deixar em paz.

— O que quer dizer? — usei uma voz inocente.

Romeo descruzou os braços, afastando-se da parede com tranquilidade.

— César já deve estar a caminho.

Encarei Romeo, tentando entender como ele poderia saber disso. O objetivo era fazer César ceder, obrigá-lo a transferir a Lush para Romeo e, então, liberar Camila em algum lugar, claro que essa última parte nunca aconteceria.

— Mas ele não sabe onde estamos.

— Nada é impeditivo para um homem apaixonado. César é um homem com dinheiro e acesso. Não sou iludido a ponto de acreditar que estamos seguros aqui. Ele vai vir. Vai tentar resgatar a amada. Provavelmente já está com uma equipe montada.

Soltei uma risada seca, sem humor.

— Ele pode tentar.

Será que César seria mesmo louco a esse ponto? Seria. Ele foi me ajudar quando precisei, me protegeu por meses… é claro que enfrentaria qualquer coisa por Camila. Minha irritação só aumentou.

Romeo inclinou levemente a cabeça, analisando minha reação.

— Isso te incomoda mais do que deveria, docinho.

— Não me incomoda — respondi, mais fria do que pretendia.

Romeo se aproximou e me abraçou por trás, apertando-me contra ele.

— Não? — sussurrou no meu ouvido. — Porque parece muito que incomoda. Parece que você não consegue disfarçar a raiva da Camila por ter conseguido o que você não conseguiu… conquistar o César, ter a lealdade dele.

Tentei me soltar, mas ele não deixou. Eu tinha contado a ele sobre o ponto fraco de César, explicado que, por mais que ele se mantivesse distante, Camila ainda era a fraqueza dele.

— Achei que poderia pelo menos evitar que ele se matasse sendo teimoso. É só isso que me irrita. E, ainda por cima, ele vai bancar o herói, sendo que é bem mais fácil só fazer a venda.

Romeo me virou de frente para ele. Eu via a raiva nos olhos dele — o ciúme, claro.

— Não se esqueça de que é minha mulher. Está carregando meu herdeiro — murmurou, com um leve tom de ameaça. — Eu te dei tudo e posso tirar. E, dessa vez, o César não vai vir te salvar.

Não respondi de imediato, controlando minhas emoções. Dei um beijo suave em Romeo, que não correspondeu. Sim, eu tinha raiva, um orgulho ferido por ter sido rejeitada tantas vezes.

— Eu sei que sou sua, não tenha dúvidas disso — disse, com a voz baixa, carregada. — Me desculpa se exagerei, mas quero provar que ele estava errado em não me ouvir. Quero que ele sinta o arrependimento de ser tão cabeça dura.

Romeo podia, sim, acabar comigo… mas me queria.

O silêncio caiu entre nós. Ele me beijou com força, mas foi obrigado a me soltar quando o telefone começou a tocar sem parar.

Romeo se afastou para atender, e fiquei ali por alguns momentos, recuperando o fôlego e acalmando o coração após a ameaça.

Saí da sala e fui até onde Camila estava.

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