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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 270

"Júlia"

A porta da Red Roses se fechou atrás de mim com um baque abafado, e o ar frio da madrugada bateu no meu rosto como um choque.

Meu corpo ainda estava quente pelo esforço do pole dance, a pele levemente úmida, os músculos das pernas e dos braços reclamando, não queria admitir para o Fabricio que estava um pouco sem ar, realmente deveria esperar um pouco mais para voltar a ativa.

Ao redor do lugar ainda havia movimento, carros de luxo chegando e outros saindo. O melhor seria pedir um carro de aplicativo mais longe para ficar mais barato.

Decidi não me afastar muito, e caminhar até um cruzamento. Meu pensamentos voltavam para Júlia, mesmo que tivesse sido apenas um relance, eu tinha certeza. Ela estava em um dos camarotes do andar superior, cercada por sombras, taças de bebida e homens de aparência intimidadora. Não consegui ver seu rosto por muito tempo, apenas o suficiente.

Devia ter olhado com mais calma.

Apertei a bolsa contra o corpo e comecei a andar mais rápido pela calçada, quando senti um arrepio correr pela minha nuca. Uma estranha sensação de estar sendo seguida.

Olhei por cima do ombro, mas não havia nada. Ainda estava próxima da boate e podia ver os homens chegando e o movimento do manobrista.

Continuei andando, falatav pouco para chegar no cruzamento, que tinha um movimento de carro constante.

O som dos meus saltos ecoava pela calçada quando outro ruído se misturou ao meu. Não olhei para trás, mas tinha certeza de que eram passos. Estavam me seguindo.

Eu era uma mulher que trabalhava na maioria das vezes na madrugada; sabia muito bem o quanto aquilo era perigoso. Dentro da bolsa, havia um canivete. Enfiei a mão e apertei o cabo com força.

Meu coração acelerou, mas não me descontrolei. Apenas apressei ainda mais o passo. Talvez pudesse atravessar a rua e, quem sabe, voltar para a Red Roses pela outra calçada do outro lado a rua.

O sinal abriu, e corri para atravessar, mas ouvi os passos me seguindo, correndo também.

Droga.

Virei para o lado contrário, em vez de seguir em frente e voltar para onde tinha vindo, mas, antes que conseguisse dar mais dois passos, uma mão agarrou meu braço. Soltei um grito tentei acertar com canivete, mas o homem deu tapa na minha mão e derrubou no chão.

— Ei, calma, gatinha. — a voz masculina veio baixa, carregada de deboche.

Virei-me bruscamente, tentando me soltar.

— Me larga! — gritei, olhando em volta tentando achar uma saida.

Os carros passavam pela rua, todos em alta velocidade, nem prestavam atenção.

O homem sorriu de lado e outro apareceu ao lado dele, bloqueando minha passagem. A postura eu já conhecia, estavam atrás de problema.

A bolsa ainda estava no meu corpo, sabia que tinha um desodorante, não era spray de pimenta, mas era o que eu tinha.

— A apresentação foi linda — disse o segundo, me olhando de cima a baixo. — Mas você pareceu muito interessada no camarote.

Paralisei. Não achei que alguém tivesse reparado. Mas Júlia me conhecia, já tinha falado comigo. Ela tinha me reconhecido?

— Não sei do que você está falando. Não olhei para camarote nenhum, estou apenas indo embora.

O homem que segurava meu braço apertou mais forte.

— Não queremos confusão. Podemos voltar para dentro, tem uma pessoa que quer conversar com você.

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