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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 29

Isabella dormiu por quatro horas, em algum momento se aconchegou em mim, me abraçando e dormindo tranquila.

Eu, por outro lado, não consegui pregar o olho. Minha mente fervilhava com mil suposições — e, acima de tudo, com o ódio pela audácia de alguém invadir a minha casa, com a minha mulher dentro.

Porque sim, ainda que fosse um relacionamento puramente contratual, Isabella era minha mulher.

Quando ela finalmente se mexeu e abriu os olhos, demorou um instante para se situar e entender onde estava.

— Está tudo bem. Não aconteceu nada com você. Está segura, na casa da minha avó — eu disse, tentando acalmá-la.

Estávamos próximos demais naquela cama, abraçados, meu rosto quase colado ao dela, olho no olho.

Nunca tinha reparado nos olhos de Isabella, eram de um castanho claro, quase verde. Sua boca era bonita, cheia, convidativa… e eu sabia exatamente qual era o gosto.

Ela não disse nada. Por um segundo, nos perdemos um no olhar do outro.

Não sei quem avançou primeiro, mas, de repente, eu estava beijando Isabella, jamais confessaria que tinha saudade daquela boca.

Era um beijo calmo, quase tímido. Não havia ninguém por perto para testemunhar. Não era um beijo ensaiado, era verdadeiro.

Isabella grudou o corpo no meu, e, em algum momento, o beijo se transformou em um furacão. Então, eu estava sobre ela, beijando e acariciando cada parte do seu corpo.

Mas eu precisava de mais e ela também parecia precisar. O beijo tinha se transformado em uma condusão de mãos e boca.

Isabella puxou minha camisa pela cabeça, eu puxei a blusa dela. Em segundos, estávamos pele contra pele, buscando atrito, buscando desesperadamente um ao outro.

Minha mente entrou em colapso. Eu não conseguia pensar em nada além daquela mulher debaixo de mim, usando um sutiã preto, que não admirei por muito tempo, porque o tirei também.

O desejo falava mais alto, dominava minhas ações. Eu precisava de Isabella naquele momento. Depois, lidaria com as consequências.

Alguém bateu na porta. Ignorei.

Bateram de novo, mais forte, impossível de ignorar. O susto fez Isabella hesitar, ainda que por um ou dois segundos, o suficiente para se dar conta do que estávamos prestes a fazer.

A terceira batida veio mais forte, como se alguém quisesse derrubar a porta.

— Eu sei que você está aí! A mamãe falou que precisamos nos reunir agora. O papai tem algo urgente para dizer! — gritou Diana do outro lado.

— Eu preciso descer — murmurei. Sabia que, quando meu pai chamava, esperava obediência.

— Tudo bem — respondeu ela, com a voz fraca, desviando os olhos dos meus.

— Olha pra mim, Isabella…

Capítulo 29. Nos meus braços 1

Capítulo 29. Nos meus braços 2

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