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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 34

Fui mais rude do que pretendia com a prima da Isabella, mas não estava com cabeça para ouvir conselhos sobre a minha vida.

Podia entender o instinto protetor dela, mas Isabella era uma mulher adulta e sabia se defender.

Quando entrei no quarto do meu irmão, ela estava ao lado dele, cuidando com carinho e ajudando.

— Tudo bem? — perguntou, olhando para mim, preocupada.

— Está. Não se preocupe. Preciso que você vá para casa; os seguranças vão escoltá-la até a casa da minha avó, todos ainda estão reunidos lá, até a segunda ordem.

— Eu posso ficar, não tem problema — respondeu ela. — Seu irmão precisa de acompanhamento.

— Não posso permitir. — Fui firme. — Meu pai já está furioso porque quebrei o protocolo.

— Mas seu irmão vai ficar sozinho? — Ela ficou um pouco chocada com a situação. Eu tinha certeza de que, em uma família “normal”, todos se reuniriam no hospital.

— Eu vou ficar com ele. Não precisa se preocupar. Não é uma opção; você precisa ir.

Ela me olhou magoada, mas eu não podia ceder. Isabella foi embora, me deixando sozinho com os meus pensamentos, ninguém ainda sabia o que tinha acontecido, quem tinha atirado em César e por que invadiram minha casa,

Infelizmente eu tinha trazido ela para essa confusão, sendo minha noiva, também era um alvo.

Fiquei com César no quarto do hospital até minha mãe ser autorizada a ir ficar no meu lugar, o que aconteceu só dois dias depois, ele já estava se recuperando bem e fora de perigo. Antes eu estava com raiva pela invasão à minha casa; agora estava furioso pelo ataque ao meu irmão. Queria mostrar que, seja lá quem for, não deveria mexer com a minha família.

Por isso, quando voltei para a casa da minha mãe, pedi para Isabella arrumar as malas, voltaríamos para casa. Eu não tinha dúvidas de que isso provocaria uma reação colérica do meu pai.

— O que você pensa que está fazendo? — meu pai gritou no meio da sala, atraindo a atenção do restante da família.

— Vou voltar para a minha casa — Respondi mantendo a calma.

— Seu irmão levou um tiro e você vai voltar para casa? Quer provar o quê?

— Quero provar que não sou um bandido a quem se possa intimidar. Não vou ficar aqui sentado esperando, se alguém, como disse César, quis dar um recado, eu vou dar outro recado.

— Que recado?— ele retrucou. — A única mensagem que você vai passar é que é apenas um garoto com birra que acha que sabe da vida. Vai pôr a própria vida em risco e a dessa mulher que você arranjou e para quê? Porque é incapaz de seguir uma simples ordem?

— Não vou ficar escondido com medo — respondi.

— Temos um protocolo de segurança para garantir que todos fiquem vivos; se você não é capaz de compreender isso, nunca vai saber avançar na vida.

— Eu sou capaz de chegar mais longe do que você, que vive se escondendo.

— Você não passa de um moleque mimado que acha que é dono da própria vida. Acha que pode fazer o que quiser sem consequências? Você acha que vai chegar à presidência da empresa com essa atitude?

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