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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 36

“Augusto”

Selena era uma mulher bonita. Agora, olhando para a mulher que trabalhava como caixa no supermercado, eu me lembrava do nosso caso. Tinha sido apenas algo casual, três ou quatro encontros. Na época, a única preocupação dela era saber quais eram as melhores baladas e estar onde a galera estava.

Segundo o relatório do John, a família toda faliu. Selena se estabeleceu aqui, bem longe dos conhecidos, e o irmão ficou sem rumo, vagando por aí e planejando vingança contra a minha família.

Entrei no mercado, fingi comprar alguma coisa e fui para o caixa. Naquele momento, havia poucos clientes. Quando me viu, Selena não pareceu surpresa, parecia que já me esperava.

— Augusto Salvatore. Não imaginei que um dia veria você em um mercadinho de bairro — disse ela, registrando minhas compras. Os cabelos ruivos estavam presos em um coque.

— Preciso falar com você...

— Sobre o meu irmão? — interrompeu. — Imaginei que mais cedo ou mais tarde um dos Salvatores apareceria perguntando do Enzo. Já vou avisando, não sei onde ele está e seja lá o que ele fez não tenho nada com isso.

— Então você sabe o que fez?

— Não, mas sabia que, em algum momento, ele faria alguma coisa. Depois que perdemos tudo, meu irmão passou um tempo dizendo aos quatro ventos que acabaria com todos vocês. Ele nunca superou a queda. Um dia éramos ricos; no outro, tínhamos que pedir dinheiro para comer.

— Seu irmão tentou matar a minha noiva e o meu irmão.

— Noiva? Tipo, noiva mesmo? — perguntou, incrédula. O fato de eu ter uma noiva parecia mais surpreendente para ela do que o irmão dela tentar matar o meu.

— Sim, noiva. Quando a minha casa foi invadida ela estava em casa.

— Que horrível — disse, sem demonstrar real preocupação.

— Onde está o Enzo?

— Já falei que não sei onde ele está. Mas te conto tudo o que sei se me pagar um jantar — Ela falou dando um sorriso sedutor.

— Não vou te pagar um jantar.

— Claro que vai. Não vou entregar os podres da minha família de graça. E faz tempo que não saio para jantar num restaurante realmente bom. Agora, se me dá licença, tem um cliente atrás de você.

Tive que pagar e seguir em frente. Mais clientes tinham chegado, e Selena continuou atendendo normalmente. Eu poderia insistir ali mesmo, mas sabia que ela falaria mais se estivesse de bom humor.

Esperei do lado de fora até ela sair. Tinha se arrumado, soltou os cabelos, passou maquiagem e vestia um vestido que mais mostrava do que escondia. Entrou no meu carro sorridente, deixando o vestido levantar de propósito para mostrar as pernas.

Eu já havia pesquisado o melhor restaurante da cidade e feito uma reserva. Fui direto, estava com pressa e não pretendia passar mais dias ali.

Deixei Selena à vontade. Ela pediu o vinho mais caro do cardápio e o melhor prato.

— Satisfeita? — perguntei, observando enquanto ela enchia a taça.

Capítulo 36. Descobertas 1

Capítulo 36. Descobertas 2

Capítulo 36. Descobertas 3

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