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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 39

Eu não sabia como me sentir.

Não sabia como lidar com o fato de Augusto estar com ciúmes de Ícaro.

Não esperava ouvi-lo dizer que não tinha saído com nenhuma mulher desde a noite na boate, ainda mais quando tudo indicava o contrário.

Não esperava me importar com nada disso.

Não esperva sentir desejo e vontade de Augusto.

Era para ser simples, direto, sem espaço para confusões. Agora, tudo estava embaralhado, e para piorar, ainda dormíamos na mesma cama. Isso não fazia o menor sentido. Eu precisava colocar um fim nessa situação.

Quando chegamos em casa, fui direto para o banho e, em seguida, preparei o jantar em silêncio, tentando reorganizar meus pensamentos. O tempo estava passando depressa. Nosso casamento seria em dois meses, e a empresa que contratei já tinha quase tudo pronto, só faltava escolher o vestido.

Mas, por dentro, tudo parecia um caos.

— Acho que não devemos mais dormir no mesmo quarto. — Falei, tentando manter a voz firme. — Posso perfeitamente dormir no quarto de hóspedes. Minhas coisas continuam aqui, e assim que acordar deixo tudo organizado para ninguém desconfiar.

— Por que isso agora? — ele perguntou, visivelmente incomodado. — Até então estava tudo bem. Por que quer dormir em outro quarto?

— Porque é melhor assim, Augusto. Não faz sentido... era apenas para ser um contrato, lembra?

— Eu não esqueci que é um contrato.

— Então sabe que a nossa representação como casal é apenas em público...

— Isso é por causa do Ícaro? — interrompeu, com o tom seco.

— O quê? O que o Ícaro tem a ver com isso? Sério mesmo? — respondi, sem acreditar no que estava ouvindo.

Ele me olhava de um jeito que misturava desconfiança e algo que eu não conseguia decifrar.

— Até agora estava tudo bem — continuou. — Essa ideia surgiu depois que começou a trabalhar com ele.

— Meu Deus, Augusto, que conversa é essa? — explodi. — Eu só quero manter as coisas definidas e sem confusão. O que você quer? Que eu durma na mesma cama que você até o fim do contrato?

— Eu quero você — Ele disse se aproximando — Quero continuar o que começamos, fazer você gemer até ficar rouca e sem força nas pernas.

Perdi o fôlego engasgada, gemia cada vez mais alto, ele queria isso, se alimentava do meu desejo, estocando com vontade, alcançando pontos que eu nem sabia que existia dentro de mim, Augusto era grande, me preenchia inteira, tomava tudo para ele.

Sim eu era dele.

O prazer ameaçava me afogar, era visceral. Augusto era implacável, insaciável. A primeira onda de orgasmo me atingiu me levando para algum lugar que só podia ser o paraíso ou o inferno de tão quente.

Mas Augusto não parou, continuou até eu gritar sentindo outro orgasmo avassalador, que quase me fez perder os sentidos.

E quando ele gemeu rouco com o rosto enterrado no meu pescoço, espalhando o próprio prazer dentro de mim, estávamos os dois sem fôlego, suados e acabados.

Augusto tinha razão, eu não sentia minhas pernas, estava mole. Ele me olhou nos olhos e me beijou de forma terna, com carinho, me deixando sem defesa, entregue.

— Valeu cada segundo de espera — Ele disse com aquele maldito sorriso de cafageste.

Mas a noite estava longe de acabar, meu corpo estava exausto, mas parecia viciado em Augusto, querendo mais e mais.

A noite foi uma loucura, transamos no banho, depois do banho, até eu dormir exausta de madrugada com o corpo leve e saciado, sendo abraçada por Augusto.

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