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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 52

Não sei quanto tempo se passou, mas eu já estava com frio e câimbra de ficar tanto tempo na mesma posição, além de ser ridicula uma mulher da minha idade escondida no banheiro. Saí da cabine e me olhei no espelho, era a própria cara da derrota. Talvez fosse melhor inventar uma desculpa e ir embora.

— Ah, então é aqui que você se escondeu — Aline abriu a porta do banheiro. — Seu noivo está todo derretido porque a amiga nova voltou e você aqui escondida. Aqueles dois são almas gêmeas, sabia? Um dia estávamos todos na piscina, quando a Ju disse que ele seria o pai do filho dela. Os dois fizeram um pacto de ficar juntos depois dos quarenta. Claro que, depois, eu fiquei com ele, e ele me iludiu… me levou para Paris, dizendo que me amava. Ele é uma delícia na cama, não é? Faz você gozar como uma louca, te estraga para outros homens e depois te j**a como lixo na rua.

Não tinha forças nem para dar uns t***s em Aline, mas não podia ficar ali ouvindo aquilo. Resolvi sair do banheiro.

— Sabe que ele comeu metade das mulheres dessa festa, né? Inclusive as casadas. Ou seja, ele não respeita ninguém. Por que você não pega o resto de dignidade que ainda tem e some? Ele não é um homem pra você. Não tem como uma mulher como você segurar Augusto Salvatore.

Saí do banheiro deixando Aline sozinha lá dentro. A festa continuava do mesmo jeito, ninguém tinha notado minha ausência. Muito menos Augusto, que encontrei logo depois, ainda numa conversa animada com a tal amiga.

Reuni o pouco de coragem que me restava e fui até eles, tomando mais uma taça de champanhe. Os dois pareciam um casal perfeito, de capa de revista.

— Isabella, estava te procurando. Quero te apresentar à Juliana, uma amiga de longa data — disse Augusto ao me ver.

— Olá, prazer! Nossa, o Augusto falou muito de você. Fiquei surpresa quando ele disse que estava noivo… Uma hora, um de nós tinha que sossegar — disse Juliana, simpática, com um sorriso no rosto.

— Prazer — respondi.

— Então me conta, qual o segredo para conquistar meu amigo aqui?

Não conseguia pensar em uma resposta boa, porque na verdade, eu nem tinha conquistado Augusto.

— Nós temos uma história antiga — ele respondeu por mim, me dando um selinho. Só me restava fingir um sorriso. — Nos conhecemos desde a escola, aquela velha história de reencontro.

— Ai, que lindo! Eu adoro essas histórias. Pena que na minha escola não tinha ninguém que prestasse… na faculdade então, nem se fala.

— Mas você também não prestava, destruiu o coração dos caras — ele brincou.

— Se você encontrou o amor, por que eu não posso encontrar? E, convenhamos, você destruiu bem mais corações do que eu.

Os dois riam, cúmplices. Eu me sentia sobrando, mesmo com a mão dele firme na minha cintura. Aline tinha razão ao chamá-los de almas gêmeas. Observando a interação entre Juliana e Augusto, fazia sentido, ela parecia ser a noiva dele, não eu.

— O Augusto me contou sobre o casamento e eu nem acreditei! Mas agora, vendo vocês juntos, fico emocionada. Estou feliz por ter voltado antes do planejado e poder participar. Ver meu amigo no altar vai ser incrível — disse Juliana, sorrindo. Mas era um sorriso que não alcançava os olhos. Ela parecia fingir uma empolgação que não existia… ou talvez fosse eu que estivesse começando a imaginar coisas.

Tudo o que eu queria era ir embora. Me desvencilhei de Augusto, que continuava empolgado conversando com a velha amiga, e fui em direção à saída sem olhar para ninguém, por sorte não encontrei ninguém da família de Augusto. Pedi um táxi e voltei pra casa.

Embaixo do chuveiro, pensei na minha vida. Eu precisava restabelecer meus planos e objetivos.

Augusto chegou no momento em que eu decidia onde dormiria. Na verdade, nem imaginava que ele voltaria para casa, tinha quase certeza de que esticaria a noite com Juliana. Será que ela conhecia a verdadeira casa dele?

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