— Achei que você se aguentaria até o dia do casamento — Diana falou, abrindo a porta do meu escritório de forma brusca. Não fazia nem cinco minutos que eu tinha chegado.
— O que é agora, Diana?
— A foto que a Juliana postou. Sua amiga pegou pesado, mal voltou e já mostrou a que veio.
— Que foto? Do que você está falando? — perguntei, sem entender.
Minha irmã fez questão de me mostrar a foto, com uma satisfação clara no rosto. Juliana tinha postado uma foto nossa, que eu reconheci de dois anos atrás, e me marcado. Dezenas de comentários. Em teoria, parecia uma traição e eu tinha certeza de que Isabella já tinha visto e senão tinha visto algum infeliz enviaria para ela.
Juliana não sabia do meu acordo com Isabella e provavelmente não levava o noivado a sério, assim como todo mundo. Mas ela tinha acabado de voltar para a cidade, e eu precisava falar com ela para se controlar.
— E dai? É uma foto velha — falei, devolvendo o celular.
— Isso importa? Duvido que sua noiva seja tão compreensiva assim. Ou talvez ela seja farinha do mesmo saco... Ou quem sabe vocês tenham um acordo que envolva outras pessoas. Nesse último caso, não sei se o papai vai ser muito compreensivo, não sei se ele tem um mente tão aberta.
— Eu não tenho um relacionamento aberto com a Isabella e não tenho nada com a Juliana. É apenas um mal-entendido.
— Ou tem uma última opção, bem remota — disse Diana, cruzando os braços. — Você de fato está apaixonado, e o carma finalmente te alcançou.
— Eu não sei você, mas eu tenho trabalho. Então, se não tem nada melhor pra fazer, pode ir embora da minha sala.
— Não precisa ser grosso. Você é meu irmão favorito, só quero abrir seus olhos... caso eles já não estejam abertos — falou, jogando sobre a minha mesa algumas fotos que tirou de uma pasta.
Eram várias fotos de Isabella, tiradas por um profissional. Em todas, ela aparecia com o ex-marido, conversando de forma próxima, quase íntima. Em uma, estavam abraçados; em outra, de mãos dadas, Isabella não tinha me contato que tinha se encontrado com o ex, ela sempre dizia o que odiva, mas eu não via ódio naquelas fotos.
— A julgar pela sua cara, imagino que não sabia. Pelo jeito, sua noiva ainda nutre sentimentos pelo ex. O que é incompreensível, já que o homem largou ela pela própria irmã, deixou sem nada, morando de favor na casa da tia... A história de amor de vocês não é tão perfeita assim, se é que existe — provocou.
Eu podia sentir o triunfo na voz de Diana, mas não conseguia entender por que Isabella estava conversando com aquele cara, se deixando abraçar. Ele era um ladrão que a tinha usado como lixo, como ela não exergava isso.
— Diana, por que você não cala a boca e desaparece da minha frente? — falei mais alto do que pretendia.
— Alguém ficou bravo. Deve ser difícil descobrir como é ser corno — Diana continuou.
— Sai da minha sala! — gritei, sem paciência.
— Sério? Vai bancar o revoltado porque a mulher que você provavelmente está pagando pra ser sua noiva ainda ama o ex-marido?
— Tem algum outro significado possível? O cara traiu com a própria irmã, que acabou de ter um filho, e ela está abraçando ele na rua! O cara é um psicopata. O Danilo descobriu que ele se casou com o objetivo de usurpar a família.
Meu irmão apenas se sentou na cadeira à minha frente.
— Não sei se fico impressionado por você ter colocado o Danilo para investigar o cara, ou pelo fato de ser a primeira vez que te vejo com ciúmes.
— Isso não é ciúmes. É uma questão de bom senso. Me diz, o que a Isabella tem para conversar com esse homem? Como ela ainda pode nutrir algum tipo de sentimento por esse lixo?
— Você nem sabe o que ela sente, porque não conversa com sua noiva e entende o que está acontecendo? — meu irmão respondeu. — Me responde uma coisa, esse casamento é de verdade? Ou é, de fato, apenas uma armação sua?
— Isso importa?
— Importa para você entender por que está com tanta raiva do fato de Isabella ter ou não sentimentos pelo ex-marido. Se for um casamento real, pode doer descobrir a verdade; mas se for uma armação sua, está na hora de se perguntar por que isso te incomoda tanto. Eu preciso ir, tenho uma reunião agora, mas pense bem e não faça nada de cabeça quente.
César saiu da minha sala, depois do tiro ele tinha ficado mais chato e conciliador, era tudo papo furado. Minha indignação não era ciúmes, só não entendia porque a Isabella ainda tinha sentimentos pelo ex, era um indignação comum, qualquer um se sentiria assim diante de tudo que ela passou.
Não dava para se concentrar com aquelas fotos na minha mesa, tinha que conversar com Isabella e entender porque ela estava abraçando o ex-marido, se toda aquela história de vingança era apenas raiva passageira e pretendia pedoar o cara.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido
Não estou entendendo.. Por que um capítulo liberado outro bloqueado?? 😩😩😩...
Gostando bora ver como será...
Alguém tem o capítulo de 27 pra frente?...
3 dias e sem um capítulo novo. Frustante....
Ta demorando muito,um capítulo so por dia é extremamente pouco, da vontade de largar....
Até o capítulo 142, pularam alguns capítulos, agora vai p o 224...
Perfeito!...