"César"
Quando falaram que tinha acontecido um imprevisto e que o casamento sofreria um atraso, jamais imaginei que teria que lidar com um Augusto ansioso, pronto para sair correndo até o local onde Isabella estava para descobrir o que tinha acontecido.
— Mas o que disseram? Especificamente? — Ele perguntou pela terceira vez, andando de um lado para o outro.
— Eu já disse que não deram detalhes, apenas que houve um imprevisto e, por isso, o atraso.
— E se foi o Enzo?
— Augusto, não tem como o Enzo fazer qualquer coisa. Elas estão em um spa ou algo do tipo, com seguranças por todos os lados. Tenho certeza de que está tudo bem, deve ter acontecido alguma coisa com o vestido ou com a maquiagem.
— Esse realmente é um momento memorável, observar o maior canalha do pedaço com medo que a noiva fuja — Disse Diego, um primo que só aparecia nas festas de fim ano, mas era padrinho também — A Carla apostou que o casamento era brincadeira, eu apostei que quando o homem encontra a mulher certa ele descobre o que é carma.
— Você não está ajudando
— Mas é verdade, você que é irmão sabe melhor do que ninguém quem era o Augusto, agora olha só, ele nervoso, com medo. Relaxa primo, tenho certeza que não foi nada de mais. Uma pena que não teve uma despedida de solteiro.
— Não seria de bom tom uma festa de despedida de solteiro para alguém que passou anos vivendo como se todo dia fosse uma festa de despedida de solteiro — Falei.
Mas Augusto não conseguia relaxar e continuava andando, inquieto.
— E se ela desistiu? — Ele perguntou.
Encarei meu irmão incrédulo. Diego estava certo, o maior pegador que conheci, estava realmente preocupado que a noiva tivesse desistido do casamento.
— Se isso tivesse acontecido, já teriam avisado. Esqueceu da Diana? Ela está lá. Ia adorar te dar essa notícia. — Respondi com paciência.
Augusto concordou com o argumento, mas continuou andando, impaciente.
— Então você vai casar mesmo? Bem, estamos diante de um novo homem, estava na hora de amadurecer, deixar aquela vida devassa para trás — Meu pai entrou na sala de espera. Ele não tinha aparecido até então e eu nem sabia onde tinha se arrumado. Não duvidava que estivesse em alguma reunião de negócios.
— Ainda tinha dúvidas? O senhor foi lá pessoalmente entregar o contrato pré-nupcial. — Augusto respondeu, ríspido.
— Era minha obrigação avisar a menina, caso ela tivesse entrado nessa em busca de dinheiro. E todo mundo tinha dúvidas sobre esse casamento. A julgar pela sua cara de nervoso, ou você está com medo do seu acordo ter dado errado ou realmente gosta dela. — Meu pai respondeu.
— O senhor não tem outro compromisso? — Perguntei.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido