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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 73

"Augusto"

— Amor , quer comer mais alguma coisa? — Essa era uma pergunta frequente em casa. Duas semanas desde o desaparecimento de Karen, Isabella sempre respondia “depois” e se afastava.

— Você chegou em casa tarde ontem — ela disse, encarando o copo de café.

— Estou com algumas questões urgentes para resolver no trabalho. Pode ser que eu fique até tarde por mais dias.

— Claro.

Isabella não disse mais nada. Saiu da sala e sentou no sofá. Em geral, ficava ali com o telefone, ou ia para a casa da tia, sem contar as vezes em que saía vagando com os seguranças em busca de pistas que não apareciam.

Carlos continuava trabalhando normalmente, e a vida seguia — menos para Isabella, que vivia em busca de respostas. Respostas essas que ninguém conseguia dar, em casa me sentia impotente e sem nenhuma utilidade, era um problema que eu não conseguia resolver, sequer conseguia convencer Isabella a comer.

Nos últimos dias, o silêncio dela era mais pesado. Respondia quando eu perguntava e, às vezes, fazia alguma pergunta, mas se fechava cada vez mais em uma redoma de medo e culpa, e nem a prima conseguia tirá-la de lá.

Fui para o trabalho mais uma vez. Agora que meu objetivo era transformar o departamento para que fosse capaz de concorrer com o mercado internacional, meu trabalho dobrou. O rastro do primeiro relatório me levou a um analista que não tinha base concreta, apenas não se sentia valorizado. Antes da demissão, ele disse que tinha apresentado as ideias, informado as falhas, mas não feito o relatório.

Danilo não encontrou rastros. Um relatório não surgia do nada, precisava de informações. Não tinha como, magicamente, ele ter surgido na mesa do meu pai. Apesar de apresentar dados sólidos das minhas escolhas, a desconfiança inicial permaneceu. Eu perdia um pouco da credibilidade, já que meu cargo era apenas “nepotismo”.

Nos últimos dias almoçava e jantava no escritório, mas resolvi comer fora, uma comida que fosse, no mínimo, fresca. Decidi ir sozinho, não aguentava mais falar de negócios.

Eu vi Juliana sentada comendo sozinha, tentei passar despercebido, mas ela me viu e sorriu.

— Augusto? — Eu não a via desde o dia da briga com Isabella. — Faz tempo que quero te encontrar. Quer se sentar aqui, meu prato acabou de chegar.

— Tudo bem, se não for incomodar...

— Eu fiquei sabendo do seu casamento e do que aconteceu com a sua cunhada. Sinto muito. Espero que sua esposa fique bem.

— Ela está… na medida do possível. É complicado a falta de notícias.

— Eu imagino. E você, como está? Parece abatido.

— Muito trabalho, só isso. E você? O que tem feito? — Tentei mudar o foco da conversa, não tinha o que falar da minha vida.

— Meu pai ficou doente, e estamos cuidando dele. Foi um baque. Ele sempre foi um homem forte e agora passa os dias deitado. Então percebi que minha vida estava no caminho errado, principalmente desde aquele dia. Eu estava errada em provocar vocês daquele jeito, mas quando voltei e te encontrei noivo, em um relacionamento sério, apaixonado… entrei em negação. Acho que imaginava que viveríamos a vida de festas para sempre, sem controle. Mas a verdade é que esse tempo já passou, todos nossos amigos estão casando, tendo filhos, não tenho mais vinte anos e esta na hora de crescer.

— Sinto muito pelo seu pai.

Capítulo 73. A distância entre nós 1

Capítulo 73. A distância entre nós 2

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