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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 74

“Camila”

Isabella definhava, afogada em uma culpa que não era dela. Minha mãe se apegava em Deus e rezava todos os dias pelo retorno da Karen. Eu tentava me manter forte pelas duas, mas os dias passavam e eu começava a esperar pelo pior.

— Ele chegou depois da meia-noite ontem, de novo — Isabella comia um pedaço de pão na marra, porque eu tinha obrigado.

— Ele deu alguma justificativa? — Não era a primeira vez que ela comentava que Augusto chegava depois da meia noite, e a minha vontade era ir até o trabalho dele e fazer um escândalo.

— Trabalho. Estão com problemas na empresa, mas esses dias chegou uma mensagem no celular dele, da tal da Juliana… amiga dele.

Todo mundo sabia que o Augusto era um cafajeste, mas isso era demais. Trair a esposa nesse momento e logo depois de casar era o cúmulo da escrotice. Além disso, ele fugia para o trabalho e deixava a ela sozinha, tendo que lidar com a dor da incerteza.

— Não deve ser nada — tentei amenizar. Não queria piorar tudo agora que ela estava tão frágil.

— Ela falou obrigada por ontem…

Desgraçado. E eu querendo acreditar que ele tinha se apaixonado e tomado jeito. Na primeira dificuldade caiu fora e largou a esposa com os próprios problemas. O homem era um lixo.

— Não pensa nisso agora. Come mais um pouco.

Minha vontade era levar ela embora para a minha casa, esquecer aquele homem, esquecer essa história absurda de contrato, mas Isabella sempre queria voltar para a casa dele.

Decidi tomar uma atitude drástica.

Desde o casamento eu não via o César, nem falava com ele. Depois da declaração dele, eu não queria machucá-lo ainda mais, ou me machucar também. Ele estava certo, nós dois não era para ser.

Mas eu não imaginava que a saudade doía tanto. Às vezes me pegava procurando ele na Lush, olhando o celular, querendo mandar alguma mensagem. Eu esperava que, em algum momento, ficasse mais fácil, mas existiam dias bem mais difíceis do que outros.

E agora eu tinha que falar com ele. Ouvir a voz dele, chegar perto, sentir o cheiro dele. Parecia que eu ia enlouquecer. Não sabia que era possível amar alguém assim. Mas naquele momento quem importava era Isabella.

Engoli meus sentimentos, guardei em uma caixinha e fui até o escritório dele, esperando que me recebesse. Mas César era César: autorizou minha entrada imediatamente. Quando entrei na sala, meu coração disparou. Ele me olhou e sorriu.

Eu devia proibir ele de sorrir na minha presença.

— Desculpa vir aqui, mas precisamos conversar.

— Você pode vir quando quiser — ele se levantou e veio até mim. — Quer sentar? Quer alguma coisa? Uma água, um café?

— Uma água só, obrigada.

Minha voz estava formal demais. Eu me sentia estranha, sem jeito.

Ele pegou um copo, me serviu. Tomei um gole para tentar me acalmar.

Capítulo 74. Conversa séria 1

Capítulo 74. Conversa séria 2

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