Capítulo 101 — O preço da omissão
Victoria Clark
Puxei o cabelo dela com tanta força que, quando o Adrian finalmente me tirou de cima dela me segurando pela cintura, eu soltei uma risada segurando os tufos de fios loiros entre os meus dedos.
— AGORA VAZA DAQUI, SUA VACA! — Gritei a plenos pulmões.
Seguranças do bar vieram correndo na nossa direção e, quando reconheceram o Adrian.
— Senhor Foley, o que aconteceu aqui?
Adrian, ainda mantendo os braços firmes na minha cintura, disse com autoridade e firmeza.
— Acompanhem a senhorita White imediatamente para fora do estabelecimento.
A mulher olhou para ele, totalmente confusa e incrédula.
— Senhor Foley, eu fui agredida física e verbalmente por essa louca!
Soltei uma risada histérica.
— Louca?! Isso foi pouco perto da loucura que sou capaz de fazer com você, sua piranha! — Falei, quase urrando de raiva.
Adrian manteve a voz perfeitamente calma para a equipe do local.
— Podem levá-la por gentileza.
— Senhor Foley, olha pra mim. — ela fez sinal para os cabelos. — Olha o que ela me fez! — ela tentava manter a fachada de vítima
— A senhorita será devidamente indenizada por qualquer dano material...
Virei o meu rosto para encarar o meu marido, chocada.
— Como é que é?!
Mas ele me ignorou, continuando a falar com a cretina.
— E o Henry entrará em contato com a senhorita na segunda-feira para darmos seguimento à sua demissão definitiva da holding.
O semblante da secrevaca caiu no mesmo segundo.
— Mas, senhor... O senhor não pode simplesmente me mandar embora só porque a sua esposa tem ciúmes descabidos de mim!
Adrian lançou um olhar tão duro e gélido para ela que a mulher se encolheu na hora.
— Eu a tirei do cargo de minha secretária pessoal e a devolvi para a sua função anterior no RH da holding para evitarmos comentários desnecessários pela empresa sobre o que aconteceu em meu escritório na filial. Mas hoje a senhorita me deu uma demonstração clara de que esse tipo de comentário era exatamente o que desejava promover.
Ela deu um passo para trás, sentindo o peso das palavras do Adrian. E ele continuou.
— A senhorita, usou da minha conduta profissional em benefício próprio. Sei que o ambiente aqui é público e qualquer um pode frequentar, mas a senhorita agiu de má-fé e usou a informação privilegiada que tinha sobre a diretoria estar reunida neste local para tentar uma aproximação forçada. Portanto, senhorita White, a sua demissão na segunda-feira não tem ligação alguma com ciúmes da minha mulher... E sim com a sua completa falta de conduta ética e profissional.
A mulher encarou o Adrian, perplexa por alguns instantes, e depois tentou avançar na minha direção de forma descontrolada.
— SUA CRETINA! ISSO É TUDO CULPA SUA!
Os seguranças do estabelecimento a contiveram no mesmo segundo, enquanto o Adrian me segurava com firmeza para que eu não avançasse de volta.
— VAI, SUA VACA! VAI RUMINAR EM OUTRO PASTO! — Gritei a plenos pulmões.
Assim que os seguranças a levaram para fora do corredor, falei brava para o Adrian.
— Agora me solta!
Mas ele não fez isso. Ele apertou o braço com ainda mais força ao redor da minha cintura e sussurrou bem perto do meu ouvido.
— Você sabe perfeitamente que, se eu não tivesse te segurado a tempo, você poderia ter deixado a garota completamente careca, não sabe?
Havia uma nítida diversão contida na voz dele, mas eu ignorei a provocação.
— Eu devia ter deixado mesmo! Pelo menos assim ela nunca mais daria em cima de homem casado na vida!
Senti o nariz dele passar carinhosamente pelo meu pescoço e tive que fechar os meus olhos para conseguir controlar a vontade avassaladora de ceder ao toque dele.
— Para com isso, Adrian... E me solta agora mesmo. — Falei em um tom de voz firme e sério.
Ele acabou me soltando devagar. Quando me virei de frente para ele.

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