Capítulo 189 — Promessas
Henry Reeves
Deslizei as mãos pela barra da camiseta de algodão dela, puxando o tecido por cima da cabeça e jogando-o no chão escuro. Meus olhos devoraram a visão dos seios fartos e empinados, os bicos rígidos pelo frio do quarto e pela quentura que subia entre nós.
Acariciei a curva das suas costelas antes de descer as calças do pijama junto com a calcinha de renda, livrando-a de qualquer barreira.
Sara gemeu alto quando a minha boca encontrou um dos seus mamilos, sugando com firmeza enquanto a minha mão direita descia pelas suas coxas macias até se enfiar no calor molhado e escorregadio do seu centro. Ela estava pronta para mim, ensopada de desejo. Massageei seu clitóris com o polegar enquanto dois dedos deslizavam para dentro, tirando dela um suspiro manhoso que ecoou pelas paredes do quarto.
Me livrei da minha cueca em um movimento rápido e impaciente. Posicionei meu quadril entre as pernas abertas dela, segurando suas coxas com força e encarando os olhos castanhos dela, que brilhavam com a mesma fome que devorava o meu peito.
Entrei devagar, afundando a minha extensão inteira no calor apertado dela em uma estocada firme e profunda. Sara soltou um gemido arrastado, jogando a cabeça para trás no travesseiro e cravando os calcanhares nas minhas costas para me puxar ainda mais para dentro.
O ritmo começou compassado, preenchido pelo som dos nossos corpos colidindo no silêncio do apartamento e pelo atrito gostoso das peles suadas. A cada investida mais funda, Sara me apertava por dentro com uma força enlouquecedora, gemendo meu nome entre dentes. Acelerei o ritmo, segurando o quadril dela com força bruta, guiando as estocadas até que o prazer se tornou uma onda violenta que varreu qualquer vestígio de desentendimento entre nós.
Sara se desmanchou primeiro, contraindo-se inteira ao redor de mim com um grito abafado contra o meu peito. Dois segundos depois, perdi completamente o controle, estocando mais três vezes até derramar tudo o que tinha dentro dela em um clímax longo e devastador.
Caí sobre o corpo dela, ofegante, com o coração martelando contra as suas costelas. Ficamos ali, grudados pelo suor e pela respiração pesada, trocando carícias lentas até que o ar finalmente voltou aos nossos pulmões.
— Vem... vamos tomar um banho — murmurei, deixando um beijo carinhoso no ombro dela antes de me levantar e puxá-la pela mão.
No banheiro da suíte, a água quente da ducha caiu sobre nós, lavando o cansaço da briga e a intensidade da cama. Sara apoiou a cabeça em meu peito enquanto eu passava o sabonete nos braços dela com calma, aproveitando cada segundo daquela paz reencontrada.
— Vou pedir alguma coisa para a gente comer — avisei, enrolando a toalha na cintura enquanto ela secava os cabelos com outra. — Já passa das nove e você não comeu nada desde o almoço.
— Pede sim, por favor... estou faminta — ela sorriu, com a cor voltando ao rosto.
Enquanto Sara colocava uma camiseta minha e uma calça de moletom, fui até a sala e fiz o pedido pelo aplicativo: combinados de sushi e temakis para ela, e uma porção farta de picanha grelhada com batatas para mim.
Quarenta minutos depois, a campainha tocou. Peguei as sacolas na portaria e arrumei tudo na bancada da cozinha americana. Sentamos nos bancos altos, entre risadas e provocações leves, beliscando a comida enquanto Sara zombava da quantidade de carne vermelha no meu prato e eu fingia indignação com o apetite dela por peixe cru.
De repente, no meio de uma risada, a voz de Sara sumiu.
A cor simplesmente escorreu do rosto dela, deixando-a pálida como cera em questão de segundos. Os olhos castanhos se arregalaram, ela largou os palitinhos de madeira sobre o balcão e levou a mão espalmada à boca, o peito subindo em uma respiração engolida de pânico.
— Sara? O que foi, amor? — perguntei, levantando do banco em alerta.
Ela não respondeu. Sara pulou do banco em um reflexo desesperado e disparou pelo corredor em direção ao banheiro.
Larguei o prato sobre a bancada e corri atrás dela.
Quando cruzei a porta do banheiro, encontrei Sara ajoelhada no piso frio diante do vaso sanitário, o corpo curvado e sacudido por ânsias violentas enquanto colocava para fora absolutamente tudo o que havia engolido nos últimos vinte minutos.
Me aproximei rapidamente, ajoelhando ao lado dela, segurando os cabelos longos para trás com uma das mãos e passando a outra pelas costas dela em círculos suaves.

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