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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 104

O garçom volta com nossos cafés e, por um momento, ficamos em silêncio, apenas saboreando a familiaridade do momento.

— Sabe o que mais me impressiona? — pergunto, mexendo o açúcar no latte.

— O quê?

— Que, se naquela manhã me dissessem que você seria o amor da minha vida, eu teria rido — respondo, sorrindo. — E olha onde estamos.

— Confessa que você se apaixonou por mim naquela mesma manhã — ele rebate, com um sorriso confiante.

— Convencido! — exclamo, observando o movimento da cafeteria ao nosso redor. — E agora? O que fazemos depois daqui?

— Agora — ele diz, levantando-se e estendendo a mão — quero te mostrar todos os lugares onde me apaixonei por você.

Aceito sua mão e me levanto. Após pagarmos a conta, saímos do café sorrindo, num clima incrivelmente leve.

Caminhamos pelas ruas de Bolonha de mãos dadas e, a cada esquina que viramos, mais memórias voltam à tona.

Seguimos por ruas que conhecemos de cor, até chegarmos aos portões da universidade. Para minha surpresa, eles estão abertos.

— Como…? — começo a perguntar.

— Domingo é dia de visitação livre — explica, me puxando para dentro do campus. — Pensei que você lembraria.

Não lembro, mas finjo que sim. A verdade é que estou ocupada demais tentando processar estar aqui novamente.

O campus está diferente e, ao mesmo tempo, igual. Alguns prédios novos, algumas árvores maiores… mas a essência continua a mesma.

— Para onde estamos indo? — pergunto, quando percebo que ele está me guiando por um caminho específico.

— Você vai ver — responde, com aquele sorriso misterioso.

Caminhamos por alguns minutos até chegarmos a uma área mais afastada do campus, onde as árvores são mais antigas e o movimento é menor.

E então eu vejo.

A árvore.

Grande, imponente, com raízes que se espalham pelo chão como tentáculos. A mesma árvore onde…

— Oh, mio Dio — sussurro, parando abruptamente. — Você também se lembra disso?

— Como poderia esquecer? — ele pergunta, se aproximando da árvore e tocando o tronco. — Foi aqui que tudo mudou de verdade.

Me aproximo devagar, como se a árvore fosse desmoronar se eu chegasse muito perto.

— Eu estava estressada pelas provas — relembro, tocando uma das raízes com a ponta do pé.

— E estava caminhando tão rápido que não prestou atenção no chão — ele completa, sorrindo.

— Tropecei exatamente aqui — digo, apontando para uma das raízes. — E você…

— Te segurei antes que caísse — completa, me puxando para seus braços. — Posso te beijar, piccola?

O encaro, sem conter um sorriso bobo com as mesmas palavras de cinco anos atrás.

Meu coração acelera imediatamente, como se estivéssemos vivendo o momento pela primeira vez.

— Achei que nunca fosse perguntar — respondo, como naquele dia.

Ettore roça os lábios nos meus antes de me beijar devagar, suavemente, exatamente como fez da primeira vez.

É nostálgico e novo ao mesmo tempo. É passado e futuro se encontrando no presente.

Quando nos separamos, ficamos nos encarando por um instante, perdidos nas memórias.

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