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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 31

“Liz Bianchi”

O dia finalmente termina, e me permito afundar na cadeira com um suspiro exausto.

Meus dedos continuam sujos de grafite, resultado dos intermináveis ajustes que fiz nos desenhos depois da reunião desastrosa com a equipe.

A porta se abre e Giulia aparece com duas xícaras de café.

— Você parece acabada — comenta, colocando uma das xícaras na minha mesa.

— É assim que me sinto — respondo, pegando o café com um sorriso grato. — Este dia parece não ter fim.

Giulia puxa uma cadeira e se senta à minha frente, estudando meu rosto.

— O que aconteceu?

Solto um suspiro pesado, esfregando as têmporas. Por alguns minutos, faço um resumo do que aconteceu.

Desde Isabella fingindo simpatia até Chiara, me expulsando da sala do meu marido como se fosse a dona de tudo.

— E, para completar, Paolo inocentemente derrubou café na minha amostra de tecido — concluo, fechando os olhos por um segundo.

— Que dia, hein — responde Giulia, quase com pena. — E isso é só o início.

— Não estou reclamando, sabe? — murmuro, respirando profundamente. — Mas isso me deixou esgotada, Giu.

Mal concluo minha fala, a porta se abre sem aviso. Ettore entra, segurando a pasta que deixei em sua sala mais cedo.

— Interrompo? — pergunta, embora seu tom deixe claro que pouco se importa com a resposta.

Giulia revira os olhos discretamente para mim antes de se levantar.

— Nos falamos depois, amiga — diz, pegando sua bolsa. Ao passar por Ettore, murmura mais uma de suas ameaças antes de sair.

Quando a porta se fecha, ficamos em silêncio por alguns segundos. Então, Ettore se aproxima, sentando-se na cadeira que Giulia ocupava há pouco.

— Vim para retomarmos a conversa que minha mãe interrompeu — diz ele, colocando a pasta sobre a mesa.

— Precisa realmente ser agora? — pergunto, sem esconder o cansaço. — Foi um dia longo, Ettore.

Ele franze as sobrancelhas, me encarando por um momento.

Seus olhos percorrem meu rosto, passam pelos meus dedos manchados de grafite até pararem nos desenhos espalhados sobre a mesa.

— Podemos discutir isso na nossa casa, querida — sugere, repetindo minha provocação a Chiara. — Você parece precisar relaxar.

— Isso é tão óbvio assim?

— Te conheço o suficiente para perceber — ele responde, surpreendendo-me com a sinceridade. — Quanto ao comportamento da minha mãe, farei o possível para que esses… desconfortos não se repitam.

— Não precisa se preocupar com isso. Até consigo lidar com Paolo, Isabella, sua mãe… contanto que não sejam os três de uma vez.

Um sorriso surge no canto de sua boca enquanto ele se levanta.

— Vamos jantar fora hoje. Podemos conversar com mais tranquilidade.

Não é um pedido; é quase uma ordem. Ainda assim, a ideia é tentadora o suficiente para me fazer sorrir.

— Tudo bem — concordo, começando a reunir meus desenhos. — Vamos.

Por um instante, tudo parece… natural. Quase confortável.

Quase.

Porque, por mais que eu queira baixar a guarda, algo em mim grita para manter a armadura no lugar.

Não posso esquecer que estou jantando com um homem que, há menos de duas semanas, praticamente me comprou só para me destruir.

— Seus desenhos têm potencial — Ettore comenta, notando meu silêncio. — A equipe vai precisar de tempo para se ajustar, mas eles vão entender.

— Imagino que sim — respondo, surpresa por ele realmente ter visto os desenhos com atenção. — Desde que ninguém sabote meu trabalho no processo.

Ele me olha por cima da taça de vinho, os olhos azuis mais relaxados do que vi em muito tempo.

— Sei que você não vai deixar isso acontecer.

A conversa sobre o trabalho flui com uma facilidade surpreendente.

O jantar, antes carregado de tensão, se torna leve. A companhia de Ettore menos tensa, os sorrisos menos forçados…

Mas basta um desviar de olhos para que meu corpo volte a se enrijecer.

Meu olhar se fixa na entrada do restaurante, onde vejo Marco entrando, acompanhado por dois homens.

Como se percebesse minha mudança de postura, Ettore segue meu olhar e sua expressão muda no mesmo instante, como se também o reconhecesse.

— Parece que este dia acabou de se tornar ainda mais interessante, não? — murmura, seus olhos voltando aos meus com um brilho perigoso.

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