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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 50

Sinto meu maxilar travar com força enquanto Isabella continua me observando com um sorriso de lado, satisfeita com minha reação.

Eu deveria concordar.

Uma parte de mim sabe que deveria olhar para Liz agora e enxergar a mulher que me deixou naquela tarde. A mulher que destruiu tudo o que construímos.

Mas, enquanto observo minha esposa conversando com Vincenzo do outro lado do salão, não é a traidora que vejo. É a Liz de cinco anos atrás.

Aquela que desenhava distraidamente em guardanapos de cafeteria. Que mordia o lábio quando estava concentrada. A mulher que desarmou todas as minhas defesas.

— Você não vai dizer nada? — Isabella interrompe meus pensamentos, se aproximando, me sufocando com seu perfume doce demais.

— Sobre o quê, exatamente? — respondo, sem desviar os olhos de Liz.

— Sobre o hábito da sua esposa de procurar… distrações quando você não está por perto.

Finalmente me viro para encará-la, fazendo seu sorriso diminuir diante da maneira como a olho.

— Você tem o péssimo hábito de se jogar para cima de mim. Eu deveria dizer algo sobre isso também?

Ela pisca, visivelmente surpresa. Com certeza esperava qualquer coisa, menos isso.

— Não me leve a mal, Ettore. Só estou tentando te proteger — tenta justificar, colocando a mão no meu ombro. — Depois do que ela fez, você deveria…

— Guarde seus conselhos para si — corto, me afastando do toque. — Não preciso deles. Preciso que respeite meu casamento, algo que você insiste em ignorar.

— Mas…

— Sem “mas” — corto de novo, mais seco. — Se quiser continuar trabalhando no Grupo Bianchi, sugiro que encontre outro passatempo. Um que não envolva tentar destruir o que estou reconstruindo.

— Você não pode estar falando sério — diz, indignada. — Vai mesmo se ofender por tão pouco?

— Se isso é “tão pouco”, imagine quando você realmente passar dos limites — respondo, com um meio sorriso frio. — E saiba que, se isso acontecer, nem Giorgio, nem minha mãe vão poder te proteger.

Finalmente me afasto, deixando Isabella parada com a taça pela metade e uma expressão de choque que, em outras circunstâncias, até me divertiria.

Caminho na direção de Liz, com os olhos grudados em Vincenzo, o típico herdeiro italiano: alto, cabelo claro, sorriso fácil. O filho do Alessandro sempre teve esse efeito irritante nas mulheres.

Charmoso. Engraçado. Especialista em arrancar risadas femininas em menos de cinco minutos. Não à toa já está se divorciando… aos 24 anos.

E Liz está rindo.

Não aquele sorriso educado que ela solta ao meu lado em eventos. É uma daquelas risadas de verdade, que fazem os olhos brilharem e corarem as bochechas.

Passo a mão pelos cabelos, me convencendo de que esse incômodo não é ciúme. Não pode ser. É só… proteção. Vincenzo é um mulherengo.

— Achei que gostaria de uma bebida — digo, parando entre os dois e entregando a taça para Liz.

Ela me encara surpresa com a chegada repentina, mas sorri ao pegar a taça, os dedos roçando nos meus.

— Tem certeza? — ela provoca, contendo o sorriso. — Porque você só faltou… fazer xixi para marcar território.

Liz ri, claramente se divertindo com o meu ciúme disfarçado de cuidado. Sei que estou sendo ridículo, mas se ela quer jogar... que seja.

Me aproximo, diminuindo o espaço entre nós. Meus lábios quase tocam seu ouvido e vejo os olhos dela se arregalarem.

— Se eu quisesse marcar território, esposa — murmuro, a voz rouca — não seria assim. Seria com meus lábios em cada centímetro do seu corpo… até você esquecer que já existiu outro homem além de mim.

Ela prende a respiração, os lábios entreabertos, as pupilas dilatando do jeito que conheço bem demais. Me afasto só o suficiente para ver o efeito das minhas palavras estampado no rosto dela.

— Está bem confiante para quem está só interpretando um papel — ela rebate, tentando soar firme, mas tem um tremor na voz que me dá vontade de sorrir.

— Papel ou não, estou exatamente onde queria estar — digo, apertando sua cintura.

Ela umedece os lábios, sem perceber, e isso basta para prender meu olhar na boca dela por tempo demais.

— Acho que já tivemos emoção suficiente por uma noite — digo, retomando o controle. — Vamos embora?

— Com medo de onde essa provocação pode levar, marido? — ela pergunta, arqueando a sobrancelha, desafiadora.

Aí está. A Liz de verdade. A que não recua. A que sempre soube me tirar do eixo com um único olhar. E por um segundo, me pego pensando exatamente onde isso pode nos levar.

— Talvez — respondo, me inclinando até nossos lábios quase se tocarem. — Mas definitivamente não quero uma plateia por perto… se eu resolver marcar território de verdade.

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