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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 51

“Liz Bianchi”

Continuo imóvel, mesmo quando Ettore dá meio passo para o lado, como se nada tivesse acontecido.

Como se não tivesse acabado de sussurrar no meu ouvido uma daquelas frases que fazem o corpo inteiro responder.

Ele sorri. Aquele maldito sorriso de canto, cheio de certeza do efeito que tem sobre mim. De que pode usar isso como arma, da forma mais cruel e excitante possível.

Dou um gole no champanhe, tentando recompor a dignidade, mas é inútil. A taça está gelada. Meu corpo, nem perto disso.

— Está tudo bem? — ele pergunta, cínico.

— Tudo ótimo — respondo, forçando a compostura. — Você não queria ir embora? Vamos?

Ele assente e, como se nada tivesse acontecido, pousa novamente a mão na minha cintura. Cruzamos o salão até encontrar Alessandro e Gabriella perto da entrada.

— Já estão indo? — Alessandro pergunta, nos observando.

— Sim, foi um longo dia — Ettore responde, abraçando o tio. — O jantar estava excelente, como sempre.

— Foi um prazer conhecê-la melhor, Liz — Gabriella diz, me abraçando. — Espero que possamos nos ver mais vezes.

— Eu também — respondo, sinceramente. — Obrigada por tudo.

Sofia se aproxima logo depois, ajeitando o xale enquanto sorri.

— Vocês não vão se livrar de mim tão cedo — avisa, abraçando Ettore com força. — Vou ficar na cidade por mais algumas semanas.

— Estaremos esperando a visita, Nonna — ele responde, beijando a cabeça dela com carinho.

Então ela se vira para mim e segura meu rosto entre as mãos enrugadas.

— Cuide desse cabeça-dura — diz, com um brilho nos olhos.

— Farei o possível — prometo, sorrindo.

Enquanto ela ainda me encara, Ettore aproveita para se despedir da mãe. E eu, honestamente, agradeço mentalmente.

Terminar a noite sem mais uma alfinetada da minha sogra é quase um presente.

Minutos depois, já estamos no carro. Ettore dirige em silêncio. Um silêncio denso, que pesa nos ombros e preenche todo o espaço.

— Foi uma noite interessante — comento, quebrando o silêncio.

— Foi mesmo — ele responde, sem desviar os olhos da estrada. — A Nonna gostou de você.

— Ela é incrível. Tão diferente da… — paro no meio da frase, percebendo que falei mais do que devia.

— Da minha mãe? — ele completa, rindo baixinho quando concordo. — Elas são como água e óleo.

Dou uma risada, sem conseguir discordar. Ficou bem claro que as duas só se toleram por pura educação. E obrigação.

— Nunca imaginei que sua avó fosse daquele jeito — admito. — Especialmente depois de conhecer Chiara.

— Achou que todos os Bianchi eram iguais? — pergunta, me olhando rapidamente.

Meu marido dá mais um passo na minha direção, acabando de vez a distância entre nós. Sua mão sobe até meu rosto, e o polegar desliza devagar pelo meu maxilar.

Meu coração dispara quando seus lábios param a centímetros dos meus, e cada parte do meu corpo grita para ceder.

— O que você acha? — ele sussurra, se inclinando ainda mais.

— Acho que você vai ter que me mostrar — respondo, tão baixo que nem tenho certeza se ele ouviu.

Mas ele ouviu. Claro que ouviu.

Um sorriso lento se forma em seus lábios antes de roçar a boca na minha. Fecho os olhos, esperando que ele tome a iniciativa, e é exatamente o que ele faz.

O beijo começa suave, mas logo se transforma. É urgente, intenso, carregado de toda a tensão e desejo que se acumularam ao longo da noite.

Meus braços se movem sozinhos até seu pescoço, puxando-o para mais perto. As mãos dele descem para minha cintura, me pressionando contra a parede com uma fome que me deixa sem fôlego.

Então, do nada, ele se afasta e apoia a testa na minha. Ofegante, como se também estivesse lutando para se recompor.

— Você está mais perto de descobrir sua resposta, Liz — sussurra, com aquele sorriso arrogante nos lábios.

Fico paralisada. Meu corpo inteiro em chamas, implorando por mais, enquanto minha mente tenta entender o que foi isso que acabou de acontecer.

— Isso não é marcar território — sussurro, tentando esconder a frustração.

— Não mesmo — ele murmura, roçando os lábios nos meus. — Isso é só o começo. Marcar território exige mais… exige você implorando pelo meu nome. Quer que eu te mostre, Piccola?

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