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Comprada Pelo Meu Ex Bilionário romance Capítulo 56

Meu coração dispara enquanto minha mente já cria os piores cenários possíveis.

— O que aconteceu? — pergunto, a voz quase sumindo. — Ela está…

— Sra. Bianchi, prefiro não passar mais informações por telefone — a enfermeira responde, aumentando minha ansiedade. — Poderia vir até o hospital assim que possível?

— Estou indo agora mesmo — digo, já me levantando. — Chego em vinte minutos.

— O que foi? — Giulia pergunta, preocupada, assim que desligo.

— Não sei, não quiseram falar por telefone — respondo, sentindo as pernas tremerem. — Preciso ir agora.

— Vou com você — ela decide, sem espaço para discussão. — Você não pode dirigir assim.

Assinto, pegando minha bolsa. Giulia praticamente b**e a porta atrás de nós e corremos até o carro.

O trajeto parece interminável, mesmo com ela ultrapassando o limite de velocidade e ignorando alguns sinais vermelhos. Minha mente cria mil cenários, cada um pior que o outro.

Depois de tudo que enfrentei para garantir o tratamento da minha mãe, a ideia de perdê-la agora… é insuportável.

— Vai ficar tudo bem — minha amiga repete, como um mantra, enquanto dirige.

Chegamos em tempo recorde. Saio do carro antes mesmo que Giulia termine de estacionar, correndo para a entrada do hospital.

Logo na recepção, vejo Chiara e Isabella. Minha sogra continua impecável, com aquela postura arrogante de sempre. Isabella, por outro lado, está pálida e com a mão apoiada na barriga.

Aperto o passo antes que elas me vejam, evitando um encontro que não quero ter agora. Sigo direto para o elevador, apertando o botão com força, como se isso fosse acelerar a subida.

Quando as portas se abrem, corro pelo corredor até o quarto da minha mãe. A médica está na porta, conversando com uma enfermeira.

— Sra. Bianchi, que bom que chegou rápido — ela diz, virando-se ao me ver.

— O que aconteceu? — pergunto, ofegante. — Minha mãe está bem?

— Sim — ela responde, e sinto meus ombros relaxarem imediatamente. — Na verdade, temos boas notícias. Durante os exames de rotina, detectamos atividade cerebral significativa. E, há cerca de uma hora, Elena mexeu o dedo indicador quando a enfermeira pediu que o fizesse, se pudesse nos ouvir.

A notícia me deixa em choque. Após quase um ano e meio, minha mãe… reagiu? Conscientemente?

— Ela… pode me ouvir? — pergunto, sentindo as lágrimas se formando nos meus olhos.

— Acreditamos que sim — a enfermeira responde, com um sorriso gentil. — O novo tratamento parece estar surtindo efeito, Sra. Bianchi. É um pequeno sinal, mas significativo.

— Posso vê-la?

— Claro — a médica concorda, abrindo a porta do quarto. — Fale com ela normalmente. Se quiser, peça que ela mova o dedo novamente. Pode ser que não responda imediatamente, mas queremos acreditar que ela está finalmente reagindo.

Assinto, quase correndo para entrar no quarto. Minha mãe está deitada na mesma posição de sempre, mas algo parece diferente.

Talvez seja apenas minha esperança, mas juro que seu rosto parece menos… vazio.

— Oi, mamma — digo, me sentando ao lado dela e pegando sua mão. — Soube que você decidiu se comunicar hoje.

56. Você Precisa Parar de Fingir 1

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