O som ritmado da chuva se mistura à nossa respiração ofegante, transformando o interior do carro no nosso paraíso particular.
As mãos dele deslizam pela minha cintura e sobem até alcançar meus seios por cima da blusa de seda.
O toque arranca de mim um gemido baixo — o suficiente para fazê-lo morder meu lábio inferior.
— Vem aqui, piccola — ele murmura, me puxando pela cintura.
Sem hesitar, passo por cima do câmbio e me sento em seu colo. Minhas pernas ficam de cada lado das dele, fazendo minha saia subir perigosamente.
— Muito melhor — ele sussurra, deslizando as mãos pelas minhas coxas nuas.
Volto a beijá-lo enquanto os dedos dele sobem pelas minhas costas, encontrando o zíper da blusa e o puxando com uma lentidão quase cruel.
— Ettore — gemo quando sua boca desliza até meu pescoço.
— Você está me matando com essa roupa — ele murmura contra minha pele, enfiando as mãos por dentro do tecido solto. — A noite inteira, só consegui pensar em tirar isso de você.
Seus dedos alcançam o fecho do meu sutiã e o abrem com uma facilidade que me arrancaria um comentário sarcástico… se eu conseguisse formar qualquer pensamento coerente.
— Alguém pode nos ver — sussurro, tentando agarrar o último resquício de juízo. Em vão.
— Os vidros estão embaçados — ele responde, puxando a blusa pelos meus ombros. — E mesmo que pudessem… não me importo.
Suas mãos envolvem meus seios, os polegares circulando meus mamilos até endurecerem sob o toque.
Minha cabeça cai para trás, e um gemido escapa dos meus lábios.
— Tão linda — ele murmura antes de abocanhar um dos mamilos.
O calor da língua dele me faz estremecer, sentindo sua ereção pressionada contra a renda fina da minha calcinha.
As mãos dele sobem pelas minhas coxas, empurrando a saia até a cintura, até encontrarem a barreira fina do tecido.
— Tão molhada — ele sussurra no meu ouvido, traçando o contorno da renda com os dedos. — Tudo isso por minha causa, piccola?
— Só sua — respondo, rebolando contra a mão dele, implorando por mais.
Ele afasta a renda da calcinha e desliza dois dedos dentro de mim, arrancando um gemido alto o bastante para ecoar do lado de fora do carro.
— Shh — ele sussurra, movimentando os dedos devagar, numa tortura deliciosa. — Não queremos que ninguém nos ouça, queremos?
— Ettore, por favor… — imploro, rebolando no ritmo que ele dita. — Preciso de você dentro de mim.
— Aqui não — ele interrompe os movimentos, me arrancando um gemido frustrado. — Vamos para casa. Agora.
— Ettore…
— Agora, Liz — ele repete, tirando os dedos e me deixando dolorosamente vazia. — Antes que eu te foda neste banco traseiro como um adolescente.
As palavras dele fazem meu corpo inteiro pulsar. Volto para meu lugar, tentando ajustar a saia, enquanto ele liga o motor.
O trajeto até em casa é uma tortura deliciosa.
Ettore dirige com uma mão; a outra está entre minhas pernas, traçando meu clitóris com o polegar, mantendo meu corpo em chamas.
Quando finalmente chegamos, praticamente voamos até a porta.
Ele me prensa contra a madeira escura, com as mãos de cada lado da minha cabeça, o corpo colado ao meu.

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